Política

Mais de metade dos eurodeputados tem rendimentos fora do PE

Mais de metade dos eurodeputados tem rendimentos fora do PE

Um total de 398 dos 750 eurodeputados (53%) são remunerados mensalmente por atividades externas ao trabalho no Parlamento Europeu (PE), incluindo oito portugueses, segundo a organização Transparência Internacional, que elaborou uma lista com elementos fornecidos pelos próprios.

Na lista EU Integrity Watch, lançada este mês, Portugal tem uma avaliação global de dois pontos, com oito dos 21 deputados a divulgarem remunerações de fonte exterior ao PE nas suas declarações de interesses.

Paulo Rangel (PSD) está em 16.º na lista global (com 21 pontos, com remunerações auferidas como advogado, comentador nos media e professor universitário, que variam entre um total de 6.502 a 16.998 euros).

Francisco Assis (PS) é o segundo na lista de portugueses, mas o 84.º na tabela geral, declarando rendimentos entre os 1.001 e os 5.998 euros como cronista nos media e deputado à Assembleia Municipal do Porto.

Também Ricardo Ferrão Santos (6 pontos e 116.º lugar na tabela geral), Elisa Ferreira (5 pontos e 127.º lugar), Maria João Rodrigues (3 pontos e 233.º lugar), Pedro Silva Pereira (2 pontos e 306.º lugar) -- todos do PS -- Carlos Coelho (PSD, 1 ponto e 327.º lugar) e Marisa Matias (BE, 1 ponto e 360.º lugar) declararam rendimentos exteriores à atividade parlamentar europeia.

Refira-se que os deputados com igual pontuação são ordenados alfabeticamente.

Portugal tem uma avaliação global de dois pontos, com um total de 11.654 euros mensais e uma média de 233 euros por eurodeputado.

O 'ranking' de países é liderado pela Áustria (8 pontos -- 43.208 euros no total mensal e uma média de 2.400 por eurodeputado), França (7 pontos), Chipre e Estónia (6)

No topo da tabela nominal está a eurodeputada francesa Nathalie Griesbeck, com um total de 67 pontos, atribuídos por rendimentos extra na ordem dos 33.433 euros.

A EU Integrity Watch, que pode ser consultada no endereço http://www.integritywatch.eu/, foi lançada pela organização não-governamental Transparência Internacional, com financiamento da Open Society Initiative for Europe e contributo da Fundação Rei Balduíno.

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