Política

Ministro diz que Portugal é um exemplo de "valorização da coesão social"

Ministro diz que Portugal é um exemplo de "valorização da coesão social"

O ministro da Segurança Social, Mota Soares, defendeu, este sábado, que o Governo está a ajudar as empresas e os desempregados porque, num tempo de austeridade como o atual, o país "deve valorizar a coesão social".

"É fundamental valorizarmos a coesão e o diálogo social que temos conseguido manter, mesmo num tempo de austeridade", afirmou, acrescentando: "Portugal é, neste sentido um exemplo para os nossos parceiros europeus".

Mota Soares falava, em Penafiel, a propósito da proposta do Governo no sentido de permitir a acumulação do subsídio de desemprego com rendimentos de trabalho.

A medida vai entrar em vigor em junho e abrangerá 50 mil desempregados.

Esta foi uma das medidas que esteve, na sexta-feira, no centro da discussão do Governo com os parceiros sociais, a par do Salário Mínimo Nacional, em sede de concertação social.

O ministro sublinhou que a proposta é apoiada por vários parceiros sociais, nomeadamente empregadores e a UGT, e que, nesse âmbito, foi incluída no Acordo de Concertação Social.

"É essencial percebermos que a Segurança Social está a ajudar as empresas e os desempregados a encontrarem colocações", insistiu.

Para Mota Soares, esta é uma medida "muito inovadora e tem um amplo consenso social".

O ministro explicou que, no contexto desta medida, "muitos desempregados terão um estímulo para regressarem ao mercado de trabalho" e que também a economia social poderá ganhar com este apoio do Estado.

Mota Soares visitou as obras de construção da Unidade de Cuidados Continuados de Figueira, Penafiel.

No final, o ministro defendeu que as instituições sociais "têm de ser elevadas à categoria de parceiros do Estado" na resposta e não serem tratadas como se o Governo "tivesse tutela sobre essas instituições".

"O setor da economia social é muito importante em Portugal, porque representa 5,5% de toda a riqueza criada no país", lembrou. A propósito, acrescentou que "a resposta social em Portugal tem de ser dada essencialmente pelas instituições sociais e o Estado deve ter a capacidade de contratualizar com estas entidades".