Estado social

"Não passa pela cabeça de nenhum social-democrata acabar com o Estado Social"

"Não passa pela cabeça de nenhum social-democrata acabar com o Estado Social"

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, disse, sexta-feira à noite, que "não passa pela cabeça de nenhum social-democrata que qualquer reforma que se faça na revisão das funções do Estado seja para acabar com o Estado social".

"Até arrisco a dizer que, se nada fizermos, então é que o Estado social acaba, seguramente", afirmou Aguiar-Branco, para considerar "uma hipocrisia estar a colocar no centro do debate a ideia de que se pretende acabar com o Estado Social", quando a ideia do Governo de coligação será "precisamente salvar o Estado social".

Aguiar Branco considerou mesmo, em discurso proferido num encontro promovido pelo Núcleo do PSD de Valongo, que o Partido Socialista "foge ao debate" e que "esconde razões" que suspeita prenderem-se com uma "crise de autoridade" do líder socialista, António José Seguro.

"Este é o momento em que nós testamos as nossas convicções", declarou Aguiar-Branco, referindo-se ao papel do Estado enquanto "prestador, fiscalizador e como regulador" em relação ao que constitui "propriedade privada, ou pública, ou cooperativa, ou da segurança das IPSS [Instituições Públicas de Solidariedade Social]", a cujos acessos defendeu que "todos os portugueses têm direito".

"Eu tenho a certeza de que se o secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, estivesse menos pressionado neste seu exercício de autoridade interna, se calhar ele já teria vindo sentar-se na mesa desta discussão, que é muito importante para o país", concluiu Aguiar-Branco.