Política

Passos Coelho admite recandidatar-se em 2015 porque tem mais coisas para fazer

Passos Coelho admite recandidatar-se em 2015 porque tem mais coisas para fazer

Pedro Passos Coelho garante que "não abandona o barco" e diz que há mais coisas que quer fazer, para lá do programa de ajustamento assinado com a Troika. "Claro que o normal é recandidatar-me", disse.

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho assinalou dois anos de tomada do poder numa deslocação a Vila Real, feudo do PSD e cidade onde vive do pai, António Passos Coelho, que completou 87 anos na sexta-feira.

Oportunidade para questionar Passos Coelho com as revelações do pai, que sentia que o filho estava "mortinho por se livra disto", da governação. "O meu pai sabe bem que nunca abandonaria o barco", disse o primeiro-ministro, numa conversa informal com uma jornalista do "Expresso".

"Claro que o normal é recandidatar-me", acrescentou o primeiro-ministro. "O programa com que me apresentei pressupunha duas legislaturas e há coisas que quero fazer além do programa de assistência. Não há nenhuma razão para desistir", afirmou ao semanário "Expresso".

Pedro Passos Coelho, admite, no entanto, que não sabe se "o PSD vai a tempo", de recuperar e ganhar as eleições. "Mas, essa não é a questão mais relevante. O importante é fazermos as coisas que tinham de ser feitas", disse.

Passos Coelho argumenta que uma crise política não convém ao país, que poderia ficar pior do que estava, há dois anos. "Percebo que haja tensão no CDS, mas acho que vamos cumprir a legislatura. Custar-me-ia que um Governo que tem uma missão histórica caísse por desentendimentos menores", afirmou.

Nas declarações ao "Expresso", Passos Coelho diz que "a esquerda está desesperada porque já percebeu que o Presidente não quer eleições" e acusa o PS de querer "acabar o jogo", porque se colocou em off-side.

Passos Coelho reiterou que não tem medo da rua e considera que o clima de protesto "não terá grande seguimento", revelando que continua a fazer compras no supermercado.