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Passos Coelho diz que Portugal "está no bom caminho"

Passos Coelho diz que Portugal "está no bom caminho"

O primeiro-ministro assinalou esta terça-feira a descida dos juros da dívida portuguesa no mercado secundário e considerou que os sacrifícios feitos pelos portugueses estão a produzir resultados e Portugal está "no bom caminho".

Durante uma visita ao Terminal de Contentores de Sines, Pedro Passos Coelho deixou "uma palavra de otimismo moderado" quanto à economia portuguesa e "de um grande otimismo no que respeita a este projeto", que completou a segunda fase do seu alargamento, tendo agora um cais de 730 metros e uma área de armazenagem de 25 hectares.

Numa intervenção perante a presidente do Porto de Sines e os dirigentes da empresa de Singapura PSA, que gere este terminal de contentores em regime de concessão, o primeiro-ministro referiu-se à forma "tão expressiva" como" os juros da dívida portuguesa têm vindo a corrigir no mercado secundário" durante esta terça-feira.

"Aproveito para assinalar isso também, porque não tenho muitas vezes assinalado os bons resultados que muitas vezes vamos tendo em carteira para divulgar", acrescentou.

Segundo Passos Coelho, ao mesmo tempo que está "a preparar reformas para abrir a economia e atrair investimento", Portugal tem conseguido "controlar as suas contas internas e corrigir desequilíbrios externos", estando "a caminhar muito rapidamente para o equilíbrio" em termos de défice externo.

"E, a pouco e pouco, esse reconhecimento vai aparecendo do lado dos mercados também. Ainda não é aquele de que nós precisamos, mas hoje, pela primeira vez, os juros da dívida portuguesa em mercado secundário, quer a dez anos, quer a dois anos, situaram-se em valores só comparáveis com os que obtivemos há um ano atrás", acentuou.

De acordo com o primeiro-ministro tem havido "boas notícias" para apresentar.

"Os sacrifícios que temos vindo a fazer têm produzido alguns resultados importantes que nos permitem hoje dizer: nós estamos no bom caminho, num caminho cheio de dificuldades, em que os resultados nunca estão garantidos, em que precisamos sempre de redobrar a nossa atenção, manter a nossa determinação no caminho, mas nesse caminho difícil os resultados vão aparecendo e estaremos cada vez mais próximos dos nossos objetivos", considerou.

Passos Coelho concluiu dizendo que os objetivos do Governo "evidentemente são criar emprego, tornar empresas portuguesas competitivas e acrescentar valor à economia portuguesa, de modo a poder distribuir melhor essa riqueza por todos", corrigindo o "fosso" entre ricos e pobres.

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