Política

PCP discorda da perspetiva que Cavaco Silva faz para 2014

PCP discorda da perspetiva que Cavaco Silva faz para 2014

O Partido Comunista Português criticou, esta quarta-feira, o presidente da República pela perspetiva que faz para 2014, considerando que o Orçamento do Estado para este ano vai agravar as desigualdades sociais e aumentar o desemprego.

"Discordamos profundamente da perspetiva que o Presidente de República deu em relação a 2014. O orçamento que acabou de promulgar não aponta para a melhoria das condições de vida dos portugueses, mas, pelo contrário, aponta para o agravamento da situação", disse à agência Lusa o dirigente comunista Armindo Miranda.

Para este ano, o Partido Comunista Português prevê que a situação social e as desigualdades se venham a agravar e o desemprego cresça.

O membro da comissão política do PCP disse também não ter ficado surpreendido que, na mensagem de ano novo, Cavaco Silva não tenha feito referência à constitucionalidade do Orçamento do Estado (OE) para 2014

"Não surpreende, está de acordo com a opção que o Presidente da Republica fez", afirmou.

Armindo Miranda contestou igualmente o apelo de Cavaco Silva à salvação nacional, considerando que tentativa idêntica foi feita em 2013 e teve como resultado "uma salvação do capital e não propriamente salvação nacional".

O dirigente comunista disse ainda que o Presidente da Republica tem manifestado preocupação com o desemprego, "mas depois durante o ano apoia e estimula políticas que têm exatamente consequência em sentido contrário".

O Presidente da República admitiu hoje que Portugal "não necessitará de um segundo resgate", considerando, porém, que um "programa cautelar é uma realidade diferente".

Na sua habitual mensagem de Ano Novo, transmitida hoje pela televisão, o Presidente não esclareceu se pedirá ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva do Orçamento do Estado de 2014, ao contrário do que aconteceu há exatamente um ano com o orçamento de 2013.

Cavaco Silva renovou o apelo às forças políticas para um "compromisso de salvação nacional", a exemplo do que fez em julho, após a crise política do Verão, considerando que os portugueses beneficiariam desse acordo no período `pós-troika".