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PCP e BE dizem que Governo já é passado, "está morto"

PCP e BE dizem que Governo já é passado, "está morto"

O líder do BE afirmou, esta sexta-feira, que o primeiro-ministro "perdeu a maioria no Parlamento" e que o país "pede a sua demissão". No mesmo sentido, o secretário-geral do PCP defendeu que o atual Governo "já pertence ao passado".

No debate quinzenal na Assembleia da República, Francisco Louçã, líder do BE, afirmou que o primeiro-ministro "perdeu a maioria no Parlamento" e que o país "pede a sua demissão" e desafiou-o a apresentar uma moção de confiança. Em resposta, Passos Coelho reconheceu dificuldades mas garantiu que não se demite "da sua missão".

Francisco Louçã disse que o Governo PSD/CDS vive "uma crise gravíssima", "está morto" e criticou que o ministro de Estado e das Finanças tenha ido "defender a nível internacional um conjunto de propostas do Governo" quando "outro ministro de Estado" discordou delas "em público", depois do primeiro-ministro ter adiantado que Vítor Gaspar fora mandatado pelo Conselho de Ministros (CM).

"O senhor ministro das Finanças não fecha um acordo com a "troika' e não vai a uma reunião do Eurogrupo como foi, comunicá-las, sem que o CM o mandate para esse efeito, o senhor ministro das Finanças teve mandato para o fazer", afirmou Passos Coelho.

No mesmo sentido, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou que o atual Governo "já pertence ao passado".

"Hoje há um elemento novo na situação política nacional. Até aqui tínhamos uma política do passado executado por um governo que parecia ter futuro. Agora, com uma nova consciência da maioria dos portugueses, temos uma política do passado com um Governo que também já o é", declarou Jerónimo de Sousa.

Intervindo no debate quinzenal, Jerónimo de Sousa disse não saber se Pedro Passos Coelho "vai ser demitido ou não", considerando que "pode demorar algum tempo".

"Mas senhor primeiro-ministro, particularmente o senhor e este Governo, já pertencem ao passado num quadro em que se exige uma rutura e uma mudança da situação que estamos a viver", reforçou Jerónimo de Sousa.

Sobre esta convicção do PCP, o primeiro-ministro respondeu que o Governo tem "observado as regras da democracia como lhe compete".

"Uma democracia tem regras e essas regras tem sido observadas. O Governo tem observado as regras da democracia como lhe compete. E, dentro das suas competências também, exerce o papel que lhe foi confiado pela decisão dos eleitores. E será julgado pelos eleitores. Saber se este Governo é do passado ou do futuro é o que decidirá o povo português".

Para o secretário-geral comunista, as alterações à Taxa Social Única anunciadas pelo primeiro-ministro "não foram a razão única do clamor nacional que se levantou nas manifestações" mas sim "a gota de água que fez transbordar o cálice da vida amarga dos portugueses".

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