Política

Portas confiante na coesão social diz que "Grândola" nunca se deixou de cantar

Portas confiante na coesão social diz que "Grândola" nunca se deixou de cantar

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse, esta terça-feira, em Madrid, acreditar na coesão social em Portugal, confiante de que a sociedade portuguesa quer "superar esta etapa" de crise. Paulo Portas sublinhou, ainda, que "Grândola, Vila Morena" é tema que "nunca se deixou de cantar".

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, foi questionado sobre o facto de se voltar a ouvir em Portugal esta canção de "Zeca" Afonso, pelo presidente do fórum Nueva Economia, em Madrid, no qual participou, com o seu homólogo espanhol, José Manuel García-Margallo.

"Em Portugal volta a cantar-se o hino Grândola, Vila Morena. Acha que a crise provocará situações extremas em Portugal?", questionou o presidente do Nueva Economia Fórum, José Luis Rodríguez.

Em resposta, Paulo Portas sublinhou que o tema "nunca se deixou de cantar" e que "foi uma canção muito importante nas transformações em Portugal".

"Vocês conhecem os portugueses? São gente moderada, gente que é capaz de enfrentar desafios muito difíceis com a cabeça muito erguida, com muita dignidade como povo. Ao Governo compete fazer propostas razoáveis, economicamente aceitáveis e socialmente aceitáveis", afirmou.

"O 'mainstream' da sociedade portuguesa quer superar esta etapa, recuperar a nossa independência financeira. Aprendemos com as lições do passado. E creio na coesão social básica em Portugal. Chamo a atenção de que as reformas mais importantes se fizeram com um acordo social. É um dever do Governo procurar esse acordo", acrescentou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Já antes, na apresentação de Paulo Portas, o chefe da diplomacia espanhola tinha mencionado "Grândola, Vila Morena" para recordar que a liberdade em Portugal foi alcançada antes da liberdade em Espanha [já que o ditador militar espanhol Francisco Franco faleceu em 1975, mais de um ano depois da revolução portuguesa que conduziu à democracia].