Madeira

Protestos marcaram votação de moção de confiança a João Jardim

Protestos marcaram votação de moção de confiança a João Jardim

Vários polícias separaram os dois grupos de manifestantes que estiveram concentrados junto à Assembleia Legislativa da Madeira, no Funchal, onde se discutiu e aprovou uma moção de confiança ao Governo Regional, presidido por Alberto João Jardim. Protesto terminou sem incidentes.

À agência Lusa, fonte da PSP explicou que, "apesar de um ou outro momento de tensão, não houve incidentes" no protesto da União dos Sindicatos da Madeira (USAM), que terminou pelas 13.45 horas, depois de ser aprovada, com os votos do PSD, a moção de confiança ao executivo liderado por Alberto João Jardim.

Um grupo conotado com a JSD, que saíra do local pelas 10.00 horas, regressou junto à Assembleia Legislativa da Madeira cerca de uma hora depois, entoando palavras de ordem a favor de Alberto João Jardim.

Em resposta, sindicalistas e alguns dirigentes partidários tornaram a pedir a demissão do chefe do executivo regional e a cantar "Grândola, Vila Morena", já com a porta do parlamento regional reaberta.

Junto a este grupo, foram colocados vários cartazes, num dos quais se lia "moção de desconfiança", enumerando problemas da região, como a dívida, o desemprego, o analfabetismo ou a insolvência de empresas.

O presidente da assembleia geral do Sindicato da Hotelaria da Madeira, afeta à USAM, disse ter ficado "assustado com o conteúdo da moção de confiança".

"Esta moção não faz referência à pobreza, ao desemprego, aos salários em atraso, aos jovens, aos reformados, não aponta caminhos", declarou Leonel Nunes, antigo deputado comunista, classificando o documento de "absolutamente ridículo" que "não consegue encher uma folha A4".

O dirigente regional do Bloco de Esquerda, Roberto Almada, explicou que a sua presença na concentração da USAM é de "luta contra um governo que desgraçou a Madeira e é responsável com o exército de pobres e desempregados que existem na região".

"Esta moção de confiança pode passar no parlamento, mas não passará nas ruas", avisou Roberto Almada, cujo partido perdeu o seu único deputado nas últimas eleições legislativas regionais.

Já Eduardo Welsh, do PND, que também se juntou ao protesto, justificou: "É um Governo que tem contas com a justiça, que deve responder perante a justiça, que afundou a Madeira que nem é legítimo, pois conquistou o poder com batota eleitoral".

Por seu lado, Sofia Sousa, que integra a plataforma popular "Que se lixe a troika!", mas que marca presença enquanto cidadã nesta iniciativa, considerou a moção de confiança "mais uma estratégia para os governantes fugirem às responsabilidades".

Esta jovem, de 28 anos, que à semelhança de outras pessoas tentou assistir aos trabalhos parlamentares, lamentou que lhe tenha sido negado o acesso, permitindo, ao invés, que alunos de uma escola da região assistissem ao debate que ainda decorre.