Política

PS condena tentativa "vil e soez" do PSD de envolver Seguro no caso "swaps"

PS condena tentativa "vil e soez" do PSD de envolver Seguro no caso "swaps"

O PS condenou, esta sexta-feira, a tentativa "vil e soez" dos sociais-democratas de envolverem o secretário-geral socialista no caso "swaps", assegurando que em nenhum momento António José Seguro participou em qualquer processo político relacionado com essas operações.

"Em nenhum momento o secretário-geral do PS participou em qualquer processo político ou desempenhou qualquer função remotamente relacionada com a negociação de swaps entre instituições financeiras e o Estado português", refere um comunicado enviado pelo PS à comunicação social.

Numa reação à declaração do líder parlamentar do PSD, onde Luís Montenegro desafiou o secretário-geral socialista a pronunciar-se sobre as "posições políticas" dos assessores do anterior Governo no caso dos swaps e questionou se António José Seguro é "cúmplice e conivente" com elas, o PS classificou a posição social-democrata como "um exemplo do que não deve ser a política".

"O PSD através do seu líder parlamentar protagonizou um lamentável momento de política rasteira e destituída de qualquer dignidade pessoal ou política. Foi uma tentativa vil e soez de envolvimento do secretário-geral do PS no processo dos swaps apesar de ser público e notório que nada o liga ao processo", lê-se na nota do PS.

No comunicado, os socialistas recordam ainda que, na qualidade de ex-assessor económico do anterior primeiro-ministro, Óscar Gaspar, que é atualmente conselheiro económico de António José Seguro, prestou na quinta-feira, em comunicado enviado à comunicação social, todos os esclarecimentos relativamente a esta matéria.

O PS sustenta também que defendeu "desde a primeira hora" o apuramento da verdade e apoiou a constituição da Comissão Parlamentar de Inquérito à celebração de contratos de gestão de risco financeiro por empresas do setor público.

"O PS combaterá todas as cortinas de fumo criadas para condicionar o apuramento dos factos relevantes para a determinação de todas as responsabilidades que seja necessário apurar", acrescentam os socialistas.

Insistindo que quem deve esclarecimentos ao país é o primeiro ministro, que precisa de dizer se mantém ou não a confiança no equipa das finanças que está "eticamente ferida de morte", o PS lamenta que os sociais-democratas tenham cedido "à tática da política rasteira".

"O PSD demonstrou estar contaminado pelo desespero e pela desorientação deste Governo. Nenhuma tática desprezível sobre todos os pontos de vista esconderá o descalabro deste Governo. Quem deve esclarecimentos ao país é o primeiro-ministro", é referido na nota.

Os assessores económicos de José Sócrates consideraram, em 2005, que as propostas de swaps do Citigroup e Barclays com impacto no défice podiam ser "ponderadas no final do ano" caso houvesse necessidade para as contas públicas.