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PS e PSD do Porto recusam líder da CCDR por concurso

PS e PSD do Porto recusam líder da CCDR por concurso

Os líderes das distritais do PS e do PSD, José Luís Carneiro e Virgílio Macedo, contestaram, esta terça-feira, a decisão do primeiro-ministro de promover um concurso público para indicar o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Norte. A situação, confirmada pelo PSD/Porto, foi denunciada num debate.

A denúncia partiu primeiro do líder da Federação socialista que, em pleno debate num hotel do Porto, disse ter conhecimento de que "o Governo vai proceder à abertura de um concurso público para nomear o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Norte (CCDR-N)". E José Luís Carneiro considerou que esta solução "é um erro fatal" e que este lugar não pode ser visto como qualquer cargo da Função Pública.

A contestação partiu, em seguida, do próprio partido que sustenta o Governo, com o líder da Distrital do PSD/Porto, Virgílio Macedo, a começar por criticar o facto de, passado um mês, ainda não ter sido nomeado um líder da CCDR-N, após a morte do presidente, estando a definição do plano de ação regional nas mãos de um presidente em exercício, e não efetivo. "Era importante o Governo tomar a iniciativa de nomear um presidente da CCDR", reclamou, no debate do semanário "Ponto Norte".

"Concordo com José Luís Carneiro, acho que o presidente da CCDR-N é um cargo político, não vejo mal nenhum em que seja de nomeação por parte da Administração Central. Nenhum Governo vai nomear um mentecapto ou um irresponsável", atirou Virgílio Macedo, contestando a decisão de Pedro Passos Coelho.

O líder do PSD/Porto confirmou que "o primeiro-ministro é da opinião que tem de ser eleito através de um concurso público. Numa ótica de transparência, é sua vontade abrir um concurso". Mas o dirigente distrital e deputado considera que tal é "contraproducente". "Devemos acabar com isso e assumir que existe um conjunto de funções que é importante que sejam da estrita confiança do poder central", entre as quais o cargo de presidente da CCDR, considerou.

Embora dizendo compreender "a bondade" da intenção de Passos Coelho, defendeu que, provavelmente, "não se consegue fazer um concurso" em menos de cinco meses. E diz temer que existam questões importantes para a região que tenham de ser discutidas "por quem não está legitimado" para o fazer: o presidente em exercício. Em causa está a estratégia para os próximos fundos comunitários.

Já Álvaro Castelo Branco, líder do CDS no distrito, disse por sua vez que não concorda nem discorda totalmente da opção do primeiro-ministro, não assumindo, por isso, uma posição clara.

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