Política

PSD diz que troika foi "evasiva" mas não está "nenhuma porta fechada"

PSD diz que troika foi "evasiva" mas não está "nenhuma porta fechada"

O PSD disse esta quarta-feira que os representantes da troika foram evasivos nas respostas aos deputados mas sem fechar "nenhuma porta fechada", esperando por parte da missão externa a "abertura" que o FMI mostrou no estudo divulgado na terça-feira.

Os sociais democratas defenderam junto da "troika' a necessidade de flexibilizar a meta do défice de 4 para 4,5% e a existência de um "alívio fiscal", ainda que "simbólico", para empresas e famílias em 2014, disse o deputado do PSD Miguel Frasquilho.

"A missão internacional ouviu, foi bastante evasiva, e eu também não esperaria outra coisa nesta fase, porque estas oitava e nonas avaliações em conjunto iniciaram-se há três dias. No entanto, não vi nenhuma porta fechada", afirmou Frasquilho.

Miguel Frasquilho falava aos jornalistas à saída da reunião da comissão parlamentar que acompanha o programa de ajustamento com os representantes da troika (Banco Central Europeu, União Europeia e Fundo Monetário Internacional).

Questionado sobre uma eventual falta de consenso no seio do Governo sobre a necessidade de flexibilizar de 4 para 4,5% a meta do défice, o deputado respondeu que "há um consenso generalizado na sociedade portuguesa e começa a haver uma grande abertura por parte da ?troika'" nesse sentido".

"Veja-se o "paper' [estudo] do FMI, de que adaptar a velocidade do ajustamento às condições da economia e tornar o ajustamento credível e realista é importante para todos", disse.

"Nesta reunião de hoje não notei nenhuma inflexibilidade por parte do FMI. Espero que por parte da "troika' haja a abertura que este "paper' veio demonstrar", declarou.

Miguel Frasquilho disse ter visto por parte da "troika' uma "preocupação com a situação que a Europa esta a atravessar, se bem que os sinais sejam mais encorajadores" e "uma grande determinação" para "que estas avaliações corram bem".

"Estamos certos que a "troika' esta empenhada nisso, porque isso é muito importante não só para Portugal mas para a Europa", afirmou.

O PSD defendeu na reunião, disse Miguel Frasquilho, "a necessidade de continuar o caminho de desendividamento do país", de "consolidar as contas públicas pela via da redução da despesa pública", mas também "que esse ritmo de desinvestimento não pode ser feito a qualquer preço, qualquer velocidade, no seguimento do estudo do Fundo Monetário Internacional".

"Defendemos também que, se a consolidação deve continuar, tem que continuar, do lado da despesa pública, seria bom que fosse permitido algum alívio fiscal, quer às empresas, quer às famílias já no Orçamento do Estado para 2014. Ainda que fosse um ato meramente simbólico seria muito importante em termos de expectativas e de confiança", afirmou.

Questionado sobe quais seriam os impostos a baixar, Frasquilho disse que a reforma do IRC está em marcha e que o outro imposto seria o IRS.