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Rejeitada moção que pedia ao CDS-PP reafirmação de "compromisso" com a coligação

Rejeitada moção que pedia ao CDS-PP reafirmação de "compromisso" com a coligação

O Conselho Nacional do CDS-PP rejeitou uma moção da corrente Alternativa e Responsabilidade que pedia o partido reiterasse um "compromisso" com a coligação de Governo e o " firme propósito" de concluir o mandato.

"O partido recusou a nossa moção e vamos ver o que é que isto significa no futuro. O partido entendeu que a coligação não precisa de ser reforçada, portanto não seria necessário haver uma votação, sustentando que não se deve retirar da recusa da moção que se está a questionar a força da coligação", disse aos jornalistas Filipe Anacoreta Correia.

O líder do movimento Alternativa e Responsabilidade (AR), uma tendência dentro do CDS-PP, falava no final da reunião do Conselho Nacional, o órgão máximo entre congressos, que decorreu entre as 20.30 horas e cerca das 02.00 horas, num hotel de Lisboa.

"O futuro dirá se houve aqui um ato já de ponderação de um distanciamento em relação à coligação ou a constatação do facto que existem dois partidos, uma coligação tensa e que o futuro será sempre objeto destes episódios de negociações difíceis a que temos assistido", disse.

Filipe Anacoreta Correia afirmou que o movimento AR manifestou "disponibilidade para adaptar o texto" da moção, que recolheu 10 votos favoráveis, "mas mesmo assim o presidente do partido entendeu que não era essa questão, que o partido não tem que estar sempre a afirmar que está tudo bem dentro da coligação".

"Nós entendíamos de forma diferente, entendíamos que temos assistido a vários sinais que indicam que há alguma fragilidade. O futuro dirá se houve aqui algum calculismo ou se simplesmente houve uma posição consistente, eu espero que sim", declarou.

A moção pedia a confirmação pelo CDS-PP do "firme propósito de cumprir o programa do Governo de coligação CDS/PSD até ao fim da legislatura, desenvolvendo, no seio do Governo e da Assembleia da República e em total lealdade institucional, todos os esforços para o cumprimento dos objetivos a que se propôs".

O texto da moção comprometia o CDS a "tudo fazer para promover a redução da despesa estrutural do Estado, com vista a aliviar a carga fiscal que injustamente foi imposta aos portugueses" e assumia o compromisso de o partido no próximo ano "apresentar as suas propostas de reforma do Estado visando uma diminuição do peso do mesmo, a médio prazo, para níveis na ordem dos 40 % do PIB".