Política

Seguro apela à "união" e à "mobilização" dos socialistas

Seguro apela à "união" e à "mobilização" dos socialistas

O secretário-geral do PS, António José Seguro, apelou este sábado à "união"e à "mobilização" dos socialistas e afirmou que há cada vez mais portugueses a acreditar nas ideias e no rumo que o partido tem para Portugal.

Num jantar de apoio ao candidato do PS à Câmara de Almeirim, Seguro disse que Portugal "tem futuro", mas precisa de mudar "de rumo, de estratégia e de política", e pediu aos apoiantes que se juntem e se mobilizem, por forma a criar uma força maior: "Há cada vez mais portugueses a acreditar em nós".

No discurso, de cerca de 50 minutos, o secretário-geral não falou de questões internas do partido, ao contrário do presidente da distrital do PS de Santarém, que acusou lançou acusações sobre alguns deputados do partido.

"Num momento como este e com a luta das autárquicas, há camaradas nossos que não fazem mais do que conspirarem nos corredores da Assembleia da República (AR)", disse António Gameiro.

Sem mencionar nomes, o responsável pela distrital e ex-deputado na AR acrescentou que os socialistas de Santarém não estão disponíveis para esta "trapalhada".

Vários ex-ministros do governo socialista liderado por José Sócrates, como Pedro Silva Pereira ou Vieira da Silva, disseram esta semana que a reunião magna do PS deveria ser antecipada para antes das eleições autárquicas. A decisão será tomada na Comissão Nacional que se realiza no dia 10.

No discurso desta noite, António José Seguro referiu-se ao facto de Portugal ter ido esta semana aos mercados para dizer que isso só foi possível com a intervenção do Banco Central Europeu (BCE) e criticou a postura de Pedro Passos Coelho.

"Disse tantas vezes ao primeiro-ministro que defendia um papel mais ativo do BCE, mas ele discordava. Portugal não teria ido aos mercados sem essa intervenção. Isso significa que o primeiro-ministro não estava preparado para governar e, num momento destes, de crise e de grandes dificuldades, não precisamos de experimentalismos nem de aventureirismo", salientou.

Seguro sublinhou que Portugal precisa de "competência, de sensibilidade" e de uma política que integre todos os portugueses e que não deixe ninguém para trás.

O secretário-geral do PS voltou a criticar o corte previsto de quatro mil milhões de euros na Saúde, na Educação e na Segurança Social.

Segundo a organização, estiveram presentes no jantar que assinalou a candidatura de Pedro Ribeiro à Câmara de Almeirim cerca de 600 pessoas.