Política

Seguro diz que PS já se sentiu mais vinculado ao memorando da troika

Seguro diz que PS já se sentiu mais vinculado ao memorando da troika

O secretário-geral do PS afirmou que Governo e "troika" estão do mesmo lado e advertiu que os socialistas já se sentiram mais vinculados ao memorando de ajuda externa do que atualmente, devido às suas atualizações.

Em entrevista à TVI, António José Seguro acentuou que desde o início se confrontou com aspetos do memorando da "troika" (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia) com que nunca concordou, adiantando que também tem discordado "de muitas das atualizações que este Governo tem vindo a fazer sem respeitar as opiniões do PS".

"Este memorando, no que diz respeito ao seu conteúdo, já foi um memorando em que nós estivemos mais vinculados do que estamos atualmente", frisou Seguro, embora se tenha demarcado da sugestão do ex-presidente da República Mário Soares para que o PS rompa com o memorando da "troika".

"Nesse ponto concreto não acompanho a posição do dr. Mário Soares. Agora, a entrevista de Mário Soares vale muito pelo que disse ao longo dessa entrevista. Há uma convergência de pontos de vista quanto à receita para sairmos da crise: O emprego e o crescimento", acrescentou.

Questionado se o acordo com a troika não tivesse sido assinado pelo anterior Governo socialista qual seria atualmente a posição política do PS, António José Seguro deu a seguinte resposta: "Se não tivesse sido um Governo do PS [a assinar o acordo com a troika], obviamente que eu estava liberto desse compromisso".

"Mas o meu sentido de responsabilidade e de defesa do interesse nacional naturalmente que me faria olhar para o documento que tinha sido assinado e, em função do conteúdo, decidiria. Eu estou agarrado ao compromisso em nome do interesse nacional", completou ainda, depois de interrogado se só estava "agarrado" ao memorando por causa da assinatura do ex-primeiro-ministro José Sócrates.