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Seguro repete o "não" aos cortes no Estado

Seguro repete o "não" aos cortes no Estado

António José Seguro admite que o PS foi obrigado a "antecipar os calendários" e a acelerar a preparação de um programa de Governo alternativo, mas admite que "não cairá na armadilha" de apresentar propostas para o corte dos 4 mil milhões na despesa do Estado.

No encerramento das jornadas parlamentares do PS, decorreram durante dois dias em Viseu, o líder dos socialistas reforçou a ideia de que o Governo "não tem mandato" para aplicar os cortes sugeridos pelo FMI nas áreas sociais do Estado e garantiu que o partido está a preparar as suas próprias propostas para a reforma do Estado. Ou seja, "com os portugueses e não como o Governo está a fazer, à pressa e às escondidas".

"Não para cortar como quer a ala ultraliberal que está na liderança do PS, mas para reformar o Estado", acentuou Seguro, antes de garantir, por isso, que o PS "não cairá na armadilha de apresentar propostas alternativas às do FMI", antes do próprio Governo avançar com as medidas para o corte dos quatro mil milhões de euros na despesa.

No discurso de cerca de meia-hora, no qual anunciou a candidatura de José Junqueiro à Câmara de Viseu, como o JN já tinha antecipado, o secretário-geral do PS voltou a criticar "o flanaço da política de asuteridade do custe o que custar" e garantiu ser possível aplicar "políticas de crescimento económico e do emprego com disciplina orçamental".

Uma política alternativa passa, acentuou, por aumentar a captação do investimento estrangeiro, formentar o aumento das exportações e reduzir as importações com estímulo à produção de bens transacionáveis. Para que tudo isso seja possível, Seguro insiste na ideia de Portugal negociar com a troika "mais tempo para cumprir os compromissos, a redução das taxas de juro", além de mais tempo para pagar a dívida e um período de carência no pagamento dos juros.