Política

Violência entre indignados e nacionalistas numa manifestação em Lisboa

Violência entre indignados e nacionalistas numa manifestação em Lisboa

A Polícia de Intervenção teve que actuar numa manifestação em Lisboa organizada para protestar contra a reforma do direito laboral. Um grupo de um movimento nacionalista quis participar no protesto e foi mal recebido. A troca de palavras acabou por gerar confrontos físicos e um petardo foi lançado.

A marcha, organizada pela Plataforma 15 de Outubro, tinha começado há pouco tempo, quando um grupo de 10 pessoas do movimento nacionalista "Oposição Nacional" quis integrar a manifestação.

Mal desfraldaram as suas bandeiras, foram logo mal recebidos pelos restantes manifestantes, que os apelidaram de "Fascistas" e "Pides". Os confrontos verbais cedo deram lugar a violência física, com pedradas, troca de socos e pontapés, que geraram a confusão na manifestação. Um petardo foi também aceso e atirado.

Os incidentes ocorreram no início da Rua Brancaamp, que liga a praça Marquês de Pombal, onde se iniciou a manifestação, ao Largo do Rato.

A polícia de intervenção foi chamada a agir, mas ainda houve tempo para que duas bandeiras fossem incendiadas.

Os ânimos acabaram por acalmar, embora os jovens do grupo nacionalista estejam agora fortemente escoltados pela polícia de choque. Os dois grupos marcharam separados por cerca de 150 metros de distância. A polícia obrigou os nacionalistas a ficarem a meio da Rua de S. Bento e não os deixou chegar perto da Assembleia da República, para onde está marcado o final da concentração.

"Nós também somos portugueses e estamos tão indignados como os outros", declarou ao JN um manifestantes pertencentes ao grupo nacionalista. Francisco Garcia dos Santos acrescentou ainda que um dos seus colegas teve que ser assistido no hospital, devido a ferimentos na cabeça provocados por uma pedrada.

A manifestação juntou cerca de mil pessoas e teve início perto das 16:00, no Marquês de Pombal.

O número de participantes no protesto é uma estimativa dos jornalistas no local, dado que a polícia não avançou números.

A Plataforma 15 de Outubro exige "a suspensão imediata da dívida" e está na rua para dizer "basta!" de cortes na saúde e na educação, de austeridade, de pobreza e de fome, disse à Agencia Lusa Filipa Roque, da organização.

Os manifestantes estão também a protestar contra o acordo de concertação social assinado esta semana, que consideram um "verdadeiro ataque" aos direitos laborais dos portugueses, adiantou.