Política

Vítor Gaspar foi insultado e cuspido num supermercado

Vítor Gaspar foi insultado e cuspido num supermercado

Vítor Gaspar, acompanhado da mulher, foi insultado e cuspido por clientes num supermercado. Situação que terá sido decisiva para levar o ex-ministro das Finanças a pedir a demissão a Pedro Passos Coelho.

Nem greve geral, paralisações dos professores ou exigências da Oposição: afinal, para a demissão de Vítor Gaspar terá contribuído mais uma situação pessoal, vivida há duas semanas, que qualquer pressão política.

Conta a edição do jornal "i", citando dois ex-membros do Governo como fonte da notícia, que Vítor Gaspar e a mulher foram insultados e cuspidos quando fizeram compras num supermercado de Lisboa. O então ministro das Finanças foi às compras acompanhado apenas da esposa, sem proteção da PSP, e viveu "um autêntico pesadelo".

Nos corredores do supermercado, o casal Gaspar terá feito as compras sem grande sobressalto. Mas, já na caixa, um comentário de um cliente, um insulto daqui e outro dali e instalou-se a confusão. A segurança do supermercado evitou males maiores ao ministro e à mulher, que deixaram o estabelecimento escoltados "pelos seguranças, que não conseguiram evitar as cuspidelas de outros clientes, misturadas com insultos e tentativas de agressão", escreve o "i".

Gaspar pediu, de imediato, a demissão a Pedro Passos Coelho. E terá dito que era irrevogável e irreversível.

O alegado pedido, a 20 de junho, coincide com revelações publicadas, esta quarta-feira, no Diário de Notícias, com fonte governamental a assegurar que a substituição de Vítor Gaspar estava a ser preparada há duas semanas.

Não foi consumada mais cedo porque era fundamental fechar a sétima avaliação da troika, receber a tranche de dois mil milhões de euros e garantir a extensão das maturidades da dívida portuguesa.

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