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Jardim deixa apelo veemente ao fim de "egoísmos individuais"

Jardim deixa apelo veemente ao fim de "egoísmos individuais"

O líder do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, considerou, este sábado, que o momento atual não é compatível com "atitudes de egoísmo individual" no PSD e que "como nunca" Portugal necessita da união de todos os militantes.

Numa intervenção no XXXIV Congresso do PSD, durante a apresentação da moção da comissão política regional da Madeira, Jardim insurgiu-se contra o discurso anti-partidos e defendeu que os sociais-democratas precisam de "chamar mais gente ao partido"

"Eu felicito todos aqueles que acabaram com essa institucionalização ou ideia do simpatizante, eu desde pequenino que aprendi uma coisa, ou se é ou não se é, ou se está cá ou não se está cá. O cinzentismo custou muito caro a este país, mas agora temos a responsabilidade de chamar mais gente ao partido", considerou.

Depois, Alberto João Jardim afirmou que a liberdade de opinião no PSD "implica a liberdade de transmitir estados de alma", e terminou o seu discurso com um apelo "à prudência, ao bom senso e empenho" de todos "num momento decisivo" para o país.

"Este não é o momento para expressão de atitudes de egoísmo individual, e eu estou à vontade para o dizer, eu que nunca tive receio de dizer ao partido quando não estava de acordo com o partido e com os governos do partido", declarou.

"Podemos pensar o que pensemos, podemos ter as ideias que tenhamos, mas podem contar comigo, e penso que com todos os militantes, que sentem que este é o momento, como nunca, como nunca, de um por todos e de todos por um", acrescentou.

Antes, o líder do Governo Regional enfatizou que o PSD "só deixa de ser situacionista ou de regime" se for "constantemente renovado".

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"É preciso explicar às pessoas que ser de um partido não é uma perda de liberdade individual, pelo contrário, querem melhor exemplo do que eu, que por fazer parte de um partido nunca perdeu a liberdade individual?", questionou.

O líder madeirense abordou ainda a greve geral de quinta-feira passada, em que se verificaram vários incidentes com a polícia, para enviar "um abraço" ao ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e elogiar as forças de segurança, "a primeira linha de defesa da democracia".

Jardim deixou novamente um aviso, de outra índole, aos militantes: "Temos a obrigação de, a cada homem e mulher que compõem essas forças da ordem democrática, que são a primeira linha de defesa da democracia, estar com eles e Deus nos livre se houver da parte seja de quem for ou alguém dentro deste partido a fraquejar contra aqueles que defendem a democracia".

O líder regional não deixou de lado o tema das autarquias e frisou que considera "inconstitucional" a lei de limitação de mandatos dos presidentes de câmara.

"Eu não aceito que se ponham obstáculos ao direito do povo escolher quem quiser, obstáculos que nem sequer estão na Constituição", disse.

Ao longo do seu discurso, o também líder do PSD/Madeira apontou como "prioritária a revisão da Constituição", de forma a acabar com o seu "tom programático" e defendeu a extinção da Comissão Nacional de Eleições, da Entidade Reguladora para a Comunicação Social e do Tribunal Constitucional, instituições "do sistema" que criticou por apenas fazerem "política".

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