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"Jardim deve demitir-se se houver mais um cêntimo de dívida oculta"

"Jardim deve demitir-se se houver mais um cêntimo de dívida oculta"

O presidente do PS-Madeira, Victor Freitas, disse, este domingo, que o presidente do Governo Regional, o social-democrata Alberto João Jardim, deverá demitir-se se for descoberto mais um cêntimo de dívida oculta.

"O Partido Socialista entende que se de hoje em diante surgir mais alguma dívida oculta o presidente do Governo não tem condições para liderar a Região Autónoma da Madeira, o seu presidente, se surgir mais um cêntimo de dívida oculta, só tem um caminho, a sua demissão junto do senhor Presidente da República", afirmou Victor Freitas no Funchal, no encerramento das jornadas do grupo parlamentar do PS na Assembleia Legislativa da Madeira.

Para o líder do PS-M, "a Madeira não tem condições para ter à frente dos seus destinos alguém que esconde as contas, ainda mais numa situação extremamente difícil que a região está a viver", considerando que se se confirmar esta situação o único caminho é a demissão de Alberto João Jardim e eleições antecipadas.

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal abriu, em setembro do ano passado, um inquérito para apurar a alegada dívida oculta da região, tendo na última semana realizado diversas diligências, coadjuvadas pela GNR, na Madeira, incluindo a execução de mandados de busca e apreensão e audições de várias pessoas.

A abertura do inquérito seguiu-se à divulgação por parte do Instituto Nacional de Estatística e do Banco de Portugal de um comunicado que dava conta de encargos financeiros assumidos pela Madeira que não foram nem pagos nem reportados.

Na sequência das diligências, no âmbito da operação denominada "Cuba livre", o presidente do Executivo insular rejeitou a existência de um "buraco" nas contas da região autónoma, considerando que o caso se destina a "entreter" o povo português.

Victor Freitas, que pediu ao Presidente da República para "estar atento" ao que se passa no arquipélago, defendendo que Cavaco Silva, na eventualidade de existir mais dívida oculta e "mais responsabilidades" para os madeirenses, "só tem uma solução, demitir o presidente do Governo Regional".

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O dirigente socialista avisou ainda que o partido não vai aceitar, "em momento algum, a passagem de testemunho do Governo dentro do PSD, sem eleições antecipadas", independentemente das circunstâncias que determinem a eventual demissão de Alberto João Jardim, incluindo a "estratégia que ele próprio delineou em sair a poucos meses do final do mandato".

"Não é o PSD que passa testemunhos de governação, quem passa esse testemunho é o povo da Madeira", sustentou o também deputado na Assembleia Legislativa da Madeira.

No passado dia 13, Alberto João Jardim disse que o seu substituto irá governar seis a oito meses em 2015 para que o povo conheça como governa quando for votar em outubro desse ano.

Victor Freitas insistiu que, "se por alguma razão, o Governo Regional, do PSD, cair ou se por alguma razão entenderem fazer alterações, essas alterações só podem ser escudadas na vontade popular".

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