Política

Jardim não foi ao parlamento porque o Regimento não o obriga a ir

Jardim não foi ao parlamento porque o Regimento não o obriga a ir

O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, disse, esta terça-feira, que não foi à Assembleia Legislativa por ocasião da discussão da moção de censura do PS-Madeira porque o Regimento não o obriga a ir.

Alberto João Jardim justificou, assim, a sua ausência na Assembleia Legislativa razão pela qual o partido proponente da moção de censura acabou por retirá-la por não aceitar que a sua discussão fosse realizada pelo secretário regional da Educação e Recursos Humanos.

Declarando não estar preocupado "com as críticas da oposição", lembrou que "a oposição aprovou, ela própria, o Regimento que indica o presidente do Governo ou quem o representar. A lei não me obriga a ir lá e, depois, vi que não havia nenhuma matéria para criticar o Governo".

"A oposição logo que viu que eu não estava lá, já não havia nada a censurar. Quer que eu dê o mínimo de importância a uma oposição destas?", perguntou.

Alberto João Jardim disse ainda não ter "nada a ver" com a demissão do presidente da JSD-M porque "a JSD é uma organização autónoma".

O presidente do Governo Regional dissertou sobre "Geografia, autonomia e o futuro dos nossos jovens" na Escola Básica do 2/o e 3/o Ciclos do Curral das Freiras.

Falou da História da Madeira, do atraso que encontrou a Região, da adesão à União Europeia, dos fundos europeus, das razões porque recorreu à banca, do Governo de José Sócrates e do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro.

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"Todas estas guerras nos últimos tempo com a República é porque Lisboa quer por, aqui, uns tipos a governar isto que sejam obedientes", referiu aos jovens a quem lembrou: "Vocês é que vão decidir o futuro da Madeira, já não é para mim".

"Eles continuam a aproveitar das fraquezas financeiras para fazer marcha-atrás na autonomia, eles que estão em falta, eles que não pagaram", disse ainda numa crítica ao Governo da República.

Sublinhou que o seu objetivo é resolver o problema financeiro e conseguir a consolidação da dívida da Madeira

Nos nos desenvolvemos em 30 anos em tempo recorde sem Lisboa ter posto aqui um tostão.

"Os senhores vão ter que tomar uma opção, vão ter que decidir e pensar bem no seguinte - o Estado português não pagou nada na Madeira, o Estado português fez-nos pagar a dívida da Madeira na sua totalidade, então, o que é que faz aqui o Estado português?".

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