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Alberto João Jardim

Jardim volta aos adros das igrejas para explicar Programa de Ajustamento

Jardim volta aos adros das igrejas para explicar Programa de Ajustamento

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, voltou, este domingo, aos adros das igrejas para explicar aos eleitores o plano de assistência financeira à região, aproveitando a saída dos fiéis da missa dominical.

Desde a implantação da autonomia "o Estado não fez qualquer obra na Madeira" e que "tudo foi feito com o dinheiro e o esforço do povo madeirense", afirmou Jardim à saída dos crentes da missa na Igreja de Santo António, que disse não se arrepender dos investimentos feitos, que criaram os problemas financeiros da região e que agora motivaram o Programa de Ajustamento Económico e Financeiro da ilha.

Como tem vindo a fazer todos os domingos e nalguns sábados, Alberto João Jardim reafirmou os motivos que levaram a Madeira a atingir uma dívida de 6 mil milhões de euros e a celebrar um acordo com o Executivo nacional para um empréstimo de 1500 milhões de euros.

No cumprimento daquilo que designou por "dever de informar a população", o presidente do Governo Regional chamou a atenção que, "para se perceber o que se está a passar", era necessário ter em conta "quatro momentos" - 1978, ano em que assumiu as rédeas da governação regional, altura em que "as receitas da Madeira nem sequer davam para pôr isto a funcionar"; a entrada de Portugal na União Europeia que significou que "havia dinheiro de graça à nossa disposição"; a chegada de José Sócrates ao Governo da República "que tirou dinheiro à Madeira para entregar a Lisboa e aos Açores" e a assistência financeira a Portugal.

Em particular, Jardim responsabilizou a última governação socialista pelos problemas atuais: "Aí havia uma decisão a ter que ser tomada. Ou ficávamos parados, a fazer a vontade ao Sócrates, ou então aumentávamos a dívida e resistíamos até ao Sócrates ir embora".

Para Jardim, tem existido uma campanha contra a região já que Lisboa "nunca aceitou bem" o desenvolvimento da Madeira. Mas, alertou o governante, "o continente", sem a Madeira e os Açores, não passa de uma "Albânia da Europa".

"Eu fiz a política certa que tinha que fazer e fiz porque se não tivesse feito as coisas na altura, mesmo recorrendo à banca", a "Madeira ia estar pior do que estava em 1978 e nós não tínhamos, aqui nada, estávamos era pagando as dívidas do continente", disse.

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Recordando que o empréstimo de 1500 milhões de euros será também pago e suportado pelos madeirenses, o presidente do Governo Regional criticou a postura do executivo nacional.

"O que é que faz, aqui, o Estado português? É para fazer a lei dos casamentos gay? É para fazer as leis do aborto? Não, não, muito obrigado, a gente sabe fazer as nossas leis" e "não precisamos das leis desses senhores para nada", disse.

Antes do seu discurso, foi a vez do vice-presidente da Câmara do Funchal de pedir aos presentes para ouvir Jardim que iria "dirigir algumas palavras sobre a situação financeira da Região".

"Uma salvinha de palmas ao senhor doutor Bruno. Ele já está treinando para daqui a um ano", pediu o presidente do Governo Regional segurando já ao microfone e aludindo à candidatura de Bruno Pereira à presidência da Câmara Municipal do Funchal nas eleições autárquicas de 2013

Antes de partir para outras três paróquias da cidade do Funchal, Alberto João Jardim pediu ainda "um tempo de paz e de estabilidade" para que o PSD possa "apresentar um candidato" que lhe suceda.

Porque, em 2015, "se Deus quiser, eu tenho 72 anos e a política acaba aí", disse.

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