Jerónimo de Sousa

Jerónimo critica PR por ser "tão despachado" com o diploma dos subsídios

Jerónimo critica PR por ser "tão despachado" com o diploma dos subsídios

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou na sexta-feira à noite o Presidente da República por ter sido "tão despachado" na promulgação do diploma dos subsídios de férias, o que demonstra a sua "pena da austeridade".

Segundo Jerónimo de Sousa, Cavaco Silva, "agora, condena também a política de austeridade da 'troika', instituída como a grande responsável pela situação do país, para sacudir a água do capote' do Governo que apadrinha".

Mas, argumentou o líder comunista, "vejam lá que ele [Presidente da República] tem tanta pena da austeridade", mas promulgou o decreto que regula a reposição dos subsídios de férias dos funcionários públicos e pensionistas.

"Assim que lhe chegou o decreto para não pagar os subsídios de férias, aí está, em poucas horas, Cavaco Silva, tão despachado, a despachar a suspensão do pagamento do subsídio de férias", criticou.

Jerónimo de Sousa discursava em Moura, durante um jantar em que foram apresentados os candidatos da CDU àquele concelho alentejano nas próximas eleições autárquicas.

Na origem das críticas do líder comunista a Cavaco Silva está o diploma que regula a reposição dos subsídios de férias dos funcionários públicos e pensionistas, promulgado pelo chefe de Estado na quarta-feira passada e publicado em Diário da República na sexta-feira, entrando hoje em vigor.

As regras publicadas estabelecem o pagamento dos subsídios de férias em novembro aos funcionários, reformados e pensionistas do setor público que recebem vencimentos acima dos 1.100 euros.

Abaixo dos 600 euros de salário mensal, os subsídios serão pagos em junho e entre os dois valores, uma parte é paga em junho e a restante em novembro.

Durante a sua intervenção, o secretário-geral do PCP apontou também baterias ao presidente do CDS-PP, Paulo Portas, por ter defendido, na passada terça-feira, que o "desagravamento fiscal em sede de IRS" deve começar na atual legislatura.

Só que, lembrou o líder comunista, o CDS-PP e Paulo Portas fazem parte da coligação que sustenta o Governo e "acabaram, há escassos meses, de participar na decisão do maior aumento de sempre dos impostos sobre o rendimento no trabalho, mais de 30% no IRS, fora os outros" impostos.

Mas, agora, ironizou, "vêm prometer para amanhã a baixa dos impostos que aumentaram ontem".

"Eles que estão em todas as decisões que afundam o país e arruínam a vida dos portugueses. O CDS e Paulo Portas pensam que podem enganar o povo para todo o sempre", disse Jerónimo de Sousa.

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