Política

João Semedo afirma unidade e diferença como marcas do Bloco

João Semedo afirma unidade e diferença como marcas do Bloco

O coordenador do BE João Semedo afirmou este sábado que a "unidade e a diferença" são as marcas do partido, garantindo que os bloquistas não sairão da IX Convenção "divididos ou resignados".

"Unidade e diferença, foi assim que chegámos aqui. Não estamos divididos, temos diferenças, sempre tivemos e sabemos crescer com elas", afirmou João Semedo, dirigindo-se aos delegados à IX Convenção do BE.

No seu discurso de abertura da reunião magna do BE, João Semedo referiu-se em primeiro lugar à situação interna no partido, cuja liderança será decidida este fim de semana, entre duas moções maioritárias, a da atual direção, à qual pertence, e a do líder parlamentar, Pedro Filipe Soares.

João Semedo considerou que a IX Convenção do BE "é uma má notícia" para quem quer condenar o BE à "irrelevância política".

"Podem desiludir-se, não estamos aqui nem vamos sair daqui divididos ou resignados. Não é esse o BE que somos. Como tantas vezes dissemos na campanha das europeias, estamos aqui de pé, podem contar connosco para vencer a austeridade e a direita", afirmou.

Sobre a situação interna do BE, João Semedo disse não recear admitir que a direção "cometeu erros" e que existem problemas "na intervenção social, na presença nas ruas, na mensagem política e nas escolhas de direção".

"São os nossos problemas e vamos encontrar respostas comuns na diversidade das propostas para os solucionar", disse Semedo, considerando que a mudança ao nível da direção e da bancada parlamentar ocorrida há dois anos "ajudou a mandar a identidade" do partido.

João Semedo recordou o legado dos fundadores do partido, advertindo que, tal como no passado, o BE "precisa de todos".

"Não há qualquer grupo que seja capaz de fazer o que todos somos capazes de fazer, somos todos o BE, um partido unido na diversidade", apelou.

"Carrocel de casos de corrupção"

João Semedo condenou ainda o "carrocel de casos de corrupção" que disse degradar a democracia, afirmando que hoje já não é só a fruta que está podre, é também a frutaria.

"Nos últimos meses assistimos a uma vertiginosa sucessão de escândalos financeiros e empresariais, a um carrocel de casos de corrupção", disse, apontando como desafio do BE "defender o regime democrático contra a corrupção".

No seu discurso João Semedo criticou a "promiscuidade entre negócios e política", reconhecendo que hoje "a corrupção vai mais longe, com os casos dos vistos 'gold", que estende a sua teia aos lugares mais altos".

"Para a direita, o mundo elitista preconceituoso, tudo isto são excessos, evitáveis ou então negócios mal sucedidos entre gente fina, engravatada e bem perfumada. Para a direita, a fraude só existe nos beneficiários do rendimento social de inserção", disse.

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