Política

Jovens do CDS comparam autoritarismo da dívida ao autoritarismo do Estado Novo

Jovens do CDS comparam autoritarismo da dívida ao autoritarismo do Estado Novo

A Juventude Popular apresenta ao Congresso do CDS-PP uma moção em que compara o "autoritarismo do défice e da dívida" ao "autoritarismo do Estado Novo" e na qual defende um recuo do ensino obrigatório do 12º ano para o 9º ano.

A moção da JP, "Libertar Portugal, conquistar o futuro", é uma das nove moções de estratégia global apresentadas ao XXV Congresso do CDS-PP, que decorre no sábado e domingo em Oliveira do Bairro.

"Em 1974, depois de fechado o capítulo da nossa História marcado pelo autoritarismo do Estado Novo, Portugal começou a escrever um novo capítulo sobre aquilo que viria a ser o autoritarismo do défice e da dívida a que o socialismo, no qual mergulhámos de cabeça e bem fundo, nos condenou", lê-se na moção.

Os jovens do CDS-PP consideram que, "nascido no fervor pós-revolucionário, alimentado no advento do cavaquismo e amadurecido no frenesim esbanjador de Guterres e Sócrates, o monstro ganhou dimensões" que não mais se podem suportar.

"A opção pelo socialismo matou aos poucos a nossa liberdade e conduziu-nos à servidão", afirmam.

Num capítulo sobre educação, a moção considera que "o prolongamento até ao 12º ano do ensino obrigatório é um erro e que se devia recuar para o 9º ano de escolaridade".

Entre as nove moções a congresso, encontra-se a moção do líder, Paulo Portas, a subscrita por João Almeida, a moção da tendência Alternativa e Responsabilidade, que tem como primeiro subscritor Filipe Anacoreta Correia, uma moção da Federação de Trabalhadores Democratas-Cristãos, de um conjunto de concelhias do distrito de Lisboa, da distrital de Santarém, do presidente da concelhia de Odivelas, e a subscrita pelo eurodeputado Nuno Melo.

O movimento Alternativa e Responsabilidade apresenta a moção "Servir Portugal", que tem Filipe Anacoreta Correia como primeiro subscritor, em que defende a realização de novo congresso no final da legislatura e considera que um acordo de coligação deve ser aprovado em conclave ou sujeito a referendo interno.

O porta-voz do partido, João Almeida, subscreve a moção "Fazer diferente", em que é proposta a criação do "referendo interno" no partido, que deverá ser a antecâmara um sistema de eleições primárias abertas.

A Federação dos Trabalhadores Democratas-Cristãos apresenta uma moção na qual expressa "grandes reservas quanto à receita que o Governo tem vindo a implementar, cumprindo o programa acordado com a 'troika'" e em que defende "um maior investimento público para reanimar a economia, sem temer constrangimentos institucionais".

A moção da distrital de Santarém "Convicção, energia, ação" afirma que não se pode esperar que os militantes "estejam satisfeitos e se empenham" quando se defende a segurança "mas persiste a impunidade", "quando todos os contratos com os cidadãos são passíveis de ser alterados, até com retroatividade", quando são vendidos "monopólios do Estado para manter monopólios privados", dando o exemplo da REN, da EDP e das Águas de Portugal.

A moção "Portugal merece mais", apresentada por João Gonçalves Pereira, Alves Pardal e Pedro Morais Soares, entre outros, defende a necessidade de "um plano de assistência no apoio social a um país intervencionado ou recentemente intervencionado", para o qual a União Europeia deve ser sensibilizada.

Já a moção "Mais CDS, mais Portugal", de Miguel Xara Brasil, entre outros, propõe a criação do estatuto e cartão do simpatizante, assim como de um "laboratório" para "elaborar propostas de âmbito setorial", bem como a realização de um "grande evento anual" com "uma componente cultural e desportiva" entre as estruturas do partido.