Política

Líder parlamentar do PS considera manifesto encabeçado por Soares "muito oportuno"

Líder parlamentar do PS considera manifesto encabeçado por Soares "muito oportuno"

O líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, considerou hoje "muito oportuno" o manifesto encabeçado pelo ex-Presidente da República Mário Soares e afirmou-se convencido que a "generalidade das pessoas que construíram o Partido Socialista" se revêem neste documento.

Em causa está um manifesto encabeçado pelo ex-Presidente da República Mário Soares apela à mobilização política e cívica de quem se opõe às actuais políticas de austeridade, dizendo que acrescentam apenas desemprego e recessão e sufocam a recuperação económica.

"Penso que é um manifesto muito oportuno. Este é o momento em que há uma percepção muito forte de que é necessário um novo rumo e um novo ciclo para as políticas, seja na Europa seja em Portugal", disse Carlos Zorrinho aos jornalistas no Parlamento.

Questionado sobre se a direcção do PS se revê no documento, o líder parlamentar socialista referiu que "é um manifesto de pessoas".

"Julgo que não é muito correto nós associarmo-nos ao manifesto instituições. Estou convencido que a generalidade das pessoas que construíram o Partido Socialista se reverão neste manifesto", disse.

Para Carlos Zorrinho, "existe na sociedade europeia e na sociedade nacional uma enorme indignação e é muito importante que essa indignação não seja apenas uma indignação de protesto, seja uma indignação construtiva, que se perceba que é preciso trabalhar para um novo ciclo, um novo rumo, um outro modelo mais justo de sociedade e de economia".

Além de Mário Soares, assinam este manifesto - tornado público na véspera da greve geral convocada pela CGTP-IN e UGT - Isabel Moreira (deputada independente do PS), Joana Amaral Dias (ex-dirigente do Bloco de Esquerda), José Medeiros Ferreira (ex-ministro dos Negócios Estrangeiros), Mário Ruivo (professor universitário), Pedro Adão e Silva (ex-dirigente do PS), Pedro Alves (líder da JS), Vasco Vieira de Almeida (advogado, ex-ministro socialista) e Vítor Ramalho (líder do PS/Setúbal).

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"Os signatários opõem-se a políticas de austeridade que acrescentem desemprego e recessão, sufocando a recuperação da economia. Nesse sentido, apelamos à participação política e cívica dos cidadãos que se revêem nestes ideais, e à sua mobilização na construção de um novo paradigma", refere o manifesto ao qual a agência Lusa teve acesso.

Segundo os subscritores do texto, intitulado "Um novo rumo", este "é o momento de mobilizar os cidadãos de esquerda que se revêem na justiça social e no aprofundamento democrático como forma de combater a crise".

"Não podemos assistir impávidos à escalada da anarquia financeira internacional e ao desmantelamento dos estados que colocam em causa a sobrevivência da União Europeia (UE). A UE acordou tarde para a resolução da crise monetária, financeira e política em que está mergulhada", criticam estes representantes do espaço socialista, antes de defenderem que a solução para a crise nacional passa em primeiro lugar pela Europa e de manifestarem apreensão face à real democraticidade dos processos que levaram ao poder os actuais executivos italiano e grego.

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