Política

Líder parlamentar PSD assume que maioria quer renovar mandato em 2015

Líder parlamentar PSD assume que maioria quer renovar mandato em 2015

O líder parlamentar social-democrata assumiu, esta terça-feira, que a maioria PSD/CDS-PP quer renovar o seu mandato em 2015, enquanto os democratas-cristãos assinalaram a coesão que existe depois de "um momento de tensão".

"Esta maioria está aqui para dar e durar. Esta maioria quer democraticamente renovar o seu mandato em 2015. Mas, esta maioria sabe que não vai estar eternamente no poder. E há uma coisa que esta maioria quer: quer deixar nesse dia - daqui a muitos anos - àqueles que virão a seguir a nós, um país bem mais preparado para os desafios futuros", afirmou o líder da bancada do PSD, Luís Montenegro, numa intervenção no debate da moção de confiança apresentada pelo Governo e que está a ser discutida no Parlamento.

Num discurso em que deixou rasgados elogios ao primeiro-ministro, enaltecendo a "postura de coragem revelada" por Passos Coelho, mesmo durante o período de "dificuldades que o Governo enfrentou internamente", Luís Montenegro assumiu os próximos dois anos como um "novo ciclo da atual legislatura" ainda que não menos exigente que o anterior.

Corroborando o apelo do primeiro-ministro ao diálogo com os partidos e os parceiros sociais, o líder da bancada social-democrata defendeu que "construir o Portugal pós-troika exige o envolvimento de todos": cidadãos, empresas, partidos políticos e parceiros sociais.

Contudo, ressalvou, ao contrário do que muitos entendem, este envolvimento não é necessário para garantir as condições de governabilidade.

"A estabilidade e a coesão do Governo dependem dos partidos que o compõem e dos grupos parlamentares que o apoiam no Parlamento. E isso está garantido", assegurou, clarificando que o envolvimento que o PSD procura é no sentido de "servir melhor o interesse nacional"

"O interesse nacional não apaga nem é incompatível com o interesse parcelar de um partido político. Uma oposição não deixa de se poder afirmar, de apresentar as suas alternativas, pelo facto de convergir ou de se aproximar da maioria em questões essenciais", sustentou.

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Por isso, continuou o líder parlamentar do PSD, a maioria está disponível, "está de boa-fé no propósito de não desperdiçar qualquer hipótese ou oportunidade de diálogo que se abra no debate político", pois existem questões que devem aproximar os partidos "a bem do país".

"Em bom rigor, senhores deputados do PS, quem o fizer não está só a proteger o interesse nacional. Está também a proteger o seu interesse em poder governar bem no futuro", disse, considerando que é essa o ponto-chave do "compromisso nacional" que se deve procurar e que seria "redutor para não dizer mesquinho" que quem aspira a governar não comece logo na oposição a contribuir para resolver os problemas do país.

Pelo CDS-PP, o deputado Telmo Correio destacou igualmente a coesão da maioria, sublinhando que "depois de um momento de tensão, o governo sai objetivamente reforçado deste percurso".

Pelo contrário, acrescentou, dos três "debates de Estado" que se realizaram em menos de um mês no Parlamento - o debate do Estado da Nação, uma moção de censura e outra de confiança - "a oposição sai no mínimo mais dispersa ou com mais disparidade" e sem ter sido capaz de apresentar "uma alternativa sólida e credível".

"A maioria sai indiscutivelmente mais coesa", insistiu.

Notando que a austeridade não é uma escolha do Governo, mas uma opção imposta, Telmo Correia falou igualmente no início de um segundo ciclo que os portugueses avaliarão dentro de dois anos nas urnas.

"Os portugueses avaliarão nas urnas e história julgará esta geração de deputados. Está nas nossas mãos escrever essa história", frisou.

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