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Louçã defende que "é preciso acabar com os programas de austeridade"

Louçã defende que "é preciso acabar com os programas de austeridade"

O coordenador do BE, Francisco Louçã, considerou, esta terça-feira, tratar-se de "um sinal muito importante" Mário Soares defender agora que o PS deve romper com o acordo da 'troika', porque "é preciso acabar com os programas de austeridade".

Francisco Louçã, em declarações aos jornalistas, à margem de um encontro com trabalhadores da Carpan, na Maia, considerou que o fundador do PS e antigo presidente da República "vem dizer que o BE tinha razão há um ano".

Em entrevista ao jornal i, Mário Soares diz que o caminho certo para o PS e para o socialismo europeu é cortar com o programa da 'troika' constituída pelo Banco Central Europeu, o FMI e a Comissão Europeia.

"Ainda bem que há mais gente que o reconhece e que há mais vozes que o dizem, porque precisamos pelo país inteiro de muita gente que diga é preciso mudar de caminho", acrescentou o líder do BE, para quem também os resultados eleitorais na Grécia e na França são "sinais muito importantes" de como "a insensatez tem que acabar".

Para Louçã, os acordos da 'troika' "estão a criar desemprego, precarização e o roubo das pensões", que deveriam "ter sido evitados", e a "batalha pelo emprego e por uma economia com serviços decentes para as pessoas é decisiva agora como sempre foi".

"O país que mais foi destruído pela 'troika' (Grécia) está a dizer que não quer continuar na bancarrota e tem razão, e um dos países centrais da Europa correu com o valete da senhora Merkel. E há uma força importantíssima na França para dizer a austeridade mata, a austeridade esmaga, a austeridade desemprega e nós precisamos, por isso, de políticas para o emprego, para a cooperação, a insensatez tem que terminar e esse sinal é magnífico", sustentou.

Francisco Louçã defendeu que "a bancarrota nunca é solução", considerando que, por isso mesmo, é que a Grécia "se levantou para dizer vamos abrir soluções e a democracia tem que o fazer".

O líder do Bloco entende que "não pode continuar a degradação, a desistência", considerando que "é o que Portugal está a fazer", assim como a Europa, "a mando da senhora Merkel".

Na opinião de Louçã, será difícil que um governo de coligação que poderá vir a ser formado na Grécia "possa resultar" e "é possível" que haja novas eleições.

Mas a Grécia, sublinhou, "é precisa na Europa e creio que não deve sair do euro".

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