O Jogo ao Vivo

Política

Louçã pressiona Passos a explicar medidas alternativas à TSU

Louçã pressiona Passos a explicar medidas alternativas à TSU

O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, afirmou, esta terça-feira, que o primeiro-ministro "não pode continuar a esconder-se" e deve dar explicações ao país sobre as medidas alternativas à Taxa Social Única já apresentadas e aprovadas em Bruxelas.

"Não pode ser de outra forma, porque se as medidas foram aprovadas há quatro dias e representam um enorme aumento de impostos que vai tirar um salário a toda a gente, ou algo desse tipo, então o primeiro-ministro não pode continuar a esconder-se", disse o líder bloquista.

Francisco Louçã, que falava aos jornalistas à margem de uma visita a uma escola do concelho de Oeiras, disse ainda que, depois de já ter falado em Bruxelas, "seria inaceitável e absurdo que o primeiro-ministro andasse a fugir ao país".

"Ele tem que explicar ao país e tem de ser ele, não pode mandar recados por Borges ou por algum outro figurante. Tem de ser o primeiro-ministro a explicar aquilo que propõe", acrescentou.

Louçã sublinhou ainda que a atitude de Pedro Passos Coelho é já uma "muito boa razão" para a moção de censura que vai ser discutida na quinta-feira.

"Um Governo que foge é irresponsável. Um governo que agrava a recessão é irresponsável. Um Governo que mente é irresponsável. Um Governo que provoca tanta dificuldade à vida das pessoas é irresponsável e deve ser demitido", concluiu.

PUB

A posição de Francisco Louçã foi reforçada numa sessão com alunos da Escola Secundária Aquilino Ribeiro, na resposta a uma questão de uma aluna sobre se é com este primeiro-ministro que Portugal vai sair da crise.

"Primeiro temos de sair deste primeiro-ministro. Acho que é altura de demitir o Governo", disse.

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, revelou na segunda-feira que a Comissão Europeia já aprovou as medidas alternativas que o Governo apresentou para compensar o recuo nas mudanças na Taxa Social Única (TSU).

"A Comissão Europeia dá a sua opinião, mas quem aprova é Portugal. O primeiro-ministro não disse nada. Hoje é terça-feira e não sei se ele vai dizer alguma coisa, está em parte incerta e o ministro das Finanças desapareceu", disse Francisco Louçã.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG