Política

Manuel Pizarro vai começar a "Ouvir o Porto"

Manuel Pizarro vai começar a "Ouvir o Porto"

A economia e o emprego são as prioridades do candidato do PS à Câmara do Porto, Manuel Pizarro, que vai passar os próximos meses "a ouvir os cidadãos e as instituições" antes de apresentar um projeto eleitoral. Nos próximos dias, divulgará o seu programa "Ouvir o Porto" e está aberto a coligações à esquerda.

A intenção do candidato socialista, que correrá contra Luís Filipe Menezes, é "escutar os cidadãos em todas as plataformas, nos contactos de rua e com as instituições, nas redes sociais e na blogosfera". "Não vou aparecer com um catálogo de ideias pré-concebidas, eu tenho ideias, mas quero construir esse prgrama com uma fortíssima participação das pessoas", disse Manuel Pizarro, na manhã desta terça-feira, no final de uma visita ao Hospital de S. João.

O socialista, médico e deputado na Assembleia da República, admitiu, todavia, serem a economia e o emprego as suas prioridades, numa cidade que precisa de "recuperar competitividade económica e liderança regional e nacional", afirmou. "O Porto foi conhecido pela capital do trabalho, hoje é a capital do desemprego, há mais de 15 mil desempregados na cidade e mais de 30 mil em Vila Nova de Gaia, que é o município do país com maior número de desempregados, temos que encontrar uma resposta para estes problemas das pessoas", declarou Pizarro.

O programa "Ouvir o Porto" será conhecido nos próximos dias, garantiu. "Falta um ano para as eleições e apresentar uma candidatura tão cedo pode ter desvantagens, mas a vantagem que eu procuro tirar é haver um espaço grande em que possa, com disponibilidade, ouvir os cidadãos da minha cidade", disse Manuel Pizarro.

O socialista fugiu a comentar a falta de acordo entre o PSD e o CDS em relação à candidatura de Luís Filipe Menezes, mas afirmou estar ele próprio disponível para coligações políticas à esquerda na Câmara do Porto. "Esta é uma fase da vida em que as pessoas esperam dos políticos menos ruído e menos conflito em torno de questões menos importantes e mais esforço para se juntarem naquilo que é verdadeiramente relevante", justificou.

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