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Marcelo considera que escolha de Teixeira dos Santos para a PT seria "estranhíssima"

Marcelo considera que escolha de Teixeira dos Santos para a PT seria "estranhíssima"

Marcelo Rebelo de Sousa considerou, sexta-feira à noite, que a escolha de Teixeira dos Santos para a PT seria "estranhíssima", de alguém que "há um ano" tutelava a empresa que o proporia, a Caixa Geral de Depósitos.

"Eu já disse e repito que acharia estranhíssima a nomeação de Teixeira dos Santos, primeiro era mais uma vez aquela visão, justa ou injusta, do tacho, portanto, alguém que sai do Governo e que menos de um ano depois está numa empresa privada, numa administração", afirmou o ex-líder do PSD e comentador político.

Marcelo falava aos jornalistas no final do primeiro dia do XXXIV Congresso do PSD, que decorre em Lisboa até domingo.

O social-democrata referiu ainda que caso fosse escolhido para representar a Caixa na PT, Teixeira dos Santos seria proposto "por uma empresa pública que dependeu da sua tutela".

"Quem proporia era a Caixa, que era tutelada por ele há menos de um ano. Eu acho, como disse o primeiro-ministro, que foi um rumor com base jornalística", disse.

O Expresso avançou na sua edição online que a intenção de nomear o antigo ministro socialista Teixeira dos Santos para representar a Caixa Geral de Depósitos na PT - noticiada na sexta-feira pelo Diário Económico - criou "profundo desconforto no seio do Governo" e mereceu "forte oposição do CDS, em especial de Paulo Portas", e de "alguns setores do PSD", que "travaram a nomeação".

No que diz respeito ao Congresso do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu como ponto "mais importante" que haja uma convergência de discursos "realistas" e "para o país".

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O antigo presidente do partido desvalorizou eventuais críticas que possam surgir à linha de rumo do Governo liderado por Passos Coelho e considerou que "mais importante que isso é o país sentir que no Congresso do PSD as pessoas estão a acompanhar o que o país sente e não estão a falar na estratosfera".

"O país está com os pés no chão e não quer discursos da estratosfera sobre ideologias, doutrinas e outras coisas, tem de se dizer o que se está a fazer para o país", concluiu.

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