PSD

Marques Mendes defende "estabilidade" dentro dos partidos da oposição

Marques Mendes defende "estabilidade" dentro dos partidos da oposição

O ex-líder do PSD e conselheiro de Estado Marques Mendes defendeu a "estabilidade" dentro dos partidos da oposição com a duração de "pelo menos quatro anos" sob pena de fazer "mal à democracia".

"Tal como defendo a estabilidade dentro dos governos, também defendo a estabilidade dentro dos partidos, designadamente os partidos da oposição. Não é para me intrometer, não é porque acho que António José Seguro é melhor do que qualquer outro, é porque acho que quando os partidos não têm um pouco de estabilidade, então fazem mal à democracia", afirmou o social-democrata Marques Mendes à margem da sessão de apresentação do candidato a Matosinhos.

Marques Mendes assinalou que "deve haver, nos partidos e nos governos, uma estabilidade de pelo menos quatro anos que é o tempo de uma legislatura".

"Se eu defendo isso, sempre defendi isso nos governos, também tenho de defender isso nos partidos sob pena de não ser coerente. É uma questão de princípio", frisou.

Para o conselheiro de Estado, "as pessoas devem ter tempo para afirmar as suas lideranças" pelo que "todas as lideranças" devem levar o seu "mandato até ao fim".

Sobre as atuais questões internas do Partido Socialista, de onde surgiram vozes a defender a antecipação do congresso antes das autárquicas, Marques Mendes acrescentou: "Não fui eu que coloquei lá António José Seguro e até lhe faço muitas vezes comentários nas minhas análises e nas minhas críticas mas, que diabo, ele está lá apenas há ano e meio em circunstâncias difíceis, herdou um partido com uma derrota enorme".

"O país, em termos democráticos, ganha em ter estabilidade", sublinhou.

Durante o seu discurso de apoio ao candidato do PSD a Matosinhos, Pedro da Vinha Costa, Marques Mendes salientou a necessidade de existirem "políticos corajosos" e que tenham "prazer naquilo que fazem".

"E eu sou a favor daqueles que têm a coragem de afirmar convicções e não tanto de andar ao sabor das oportunidades, das ocasiões e das conveniências", sublinhou.

Ao candidato deixou alguns desafios, nomeadamente o da "alternância democrática" no concelho que tem sido liderado pelos socialistas e "o desafio do desenvolvimento económico e social".

"Acho que nos últimos anos se tem vivido aqui em Matosinhos uma espécie de grau zero da vida política. O PS usa e deita e fora, usa a câmara, usa as pessoas dos candidatos e usa o voto dos matosinhenses", criticou o ex-líder do PSD.

Por fim, deixou um conselho a Pedro da Vinha Costa: "Não se preocupe a fazer uma campanha partidária, não é fundamentalmente isso que está em causa nas próximas eleições. Faça uma campanha de cidadãos, de cidadania, é isso que as pessoas pretendem".