Política

Marques Mendes diz que Orçamento é de "alto risco"

Marques Mendes diz que Orçamento é de "alto risco"

O ex-líder do PSD Marques Mendes considerou, esta terça-feira, ainda numa análise "preliminar" do documento, que o Orçamento do Estado para 2013 é de "alto risco", alertando para o risco da inviabilidade na sua aplicação.

"Eu não posso ainda dar uma opinião definitiva sobre o Orçamento porque ainda não tive ocasião de o ler e portanto tenho apenas uma opinião muito preliminar. O que me parece é que é um Orçamento de alto risco", começou por dizer Marques Mendes quando questionado pelos jornalistas sobre o Orçamento do Estado para 2013, à margem do encerramento, no Porto, da conferência internacional que assinala o 10º aniversário da consultora de Pequenas e Médias Empresas NBB.

Segundo Marques Mendes, "como [o Orçamento] tem um aumento enorme de impostos, há um risco de a recessão ser ainda maior do que estava previsto e do desemprego aumentar ainda mais do que aquilo que são as projeções do Governo".

"E há um segundo risco. É o risco deste Orçamento, depois na sua aplicação, ser inviável. Ou seja, a receita ficar abaixo das previsões, tal como aconteceu este ano, haver um buraco e depois que há um buraco agora já não há margem de manobra para preencher esse buraco", alertou.

No entanto, o ex-líder do PSD disse esperar que "o ministro das Finanças tenha ponderado tudo isto, tenha feito bem as contas e que estes riscos não se verifiquem", considerando que "o país precisa de estabilidade, por um lado, e precisa, apesar de tudo, de alguma esperança no futuro".

Sobre a manifestação que segunda-feira cercou o Parlamento, no dia da entrega do Orçamento do Estado para 2013 na Assembleia da República, o social-democrata disse que "há manifestações e manifestações", considerando que as de dia 15 de setembro foram "genuínas, autênticas, até de muita gente que tinha votado nos partidos dos Governo".

"Já outras manifestações, eu acho muito instrumentalizadas e portanto valem o que valem. Eu não dou uma grande importância a isso", disse, concordando que fizeram "lembrar a Grécia" e que Portugal tem que se "afastar dos maus exemplos da Grécia e não o contrário".

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