Política

Memorando é "para honrar" mas PS não concorda com tudo

Memorando é "para honrar" mas PS não concorda com tudo

O líder socialista, António José Seguro, defendeu que os portugueses devem saber "as limitações" à acção do PS enquanto partido da oposição que assinou o memorando com a 'troika', reconhecendo que não concorda com parte do memorando.

"Hoje tive oportunidade de dizer na Comissão Nacional, porque considero que é o sítio e o local apropriado, de dizer que não assinei esse memorando, que não concordo com uma parte desse memorando, mas naturalmente que o honro", afirmou Seguro aos jornalistas.

Seguro disse querer uma "oposição honesta, uma oposição responsável, uma oposição séria", e, para que isso aconteça, defendeu, "é preciso que os portugueses saibam quais são as limitações" da acção do PS enquanto partido da oposição.

O secretário-geral do PS deu como exemplo das suas discordâncias relativamente ao memorando a privatização da Rede Eléctrica Nacional (REN).

"Considero que todas as redes em Portugal devem ser propriedade pública", justificou.

Seguro sublinhou ter vindo à Comissão Nacional, o órgão máximo do partido entre congressos, para "prestar contas" e, por isso, ser verdadeiro e "não iludir nenhum problema".

"Tal como venho dizendo desde há seis meses, eu honro os compromissos que o Partido Socialista assumiu, honro-os todos por completo. Isso não quer dizer que eu concorde com eles todos", afirmou, referindo que o "apoio de todo o Partido Socialista ficou claro nesta Comissão Nacional".

O PS "reafirmou hoje na Comissão Nacional o seu empenho em reforçar o caminho que escolheu, isto é, um caminho que põe como prioridade o crescimento económico e o emprego".

"Nós consideramos que só apostando nas nossas empresas é que há condições para gerar riqueza e pagar as nossas dívidas", afirmou.

O líder socialista referiu que a Comissão Nacional, onde intervieram mais de 30 pessoas à tarde, começou de manhã com reuniões sobre modernização do partido, tendo depois decorrido num almoço de trabalho de presidentes das federações com o secretário-geral, do qual saiu a marcação de uma conferência sobre o interior do país para o dia 3 de Março, em Castelo Branco.

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