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Menezes dá a entender que quer Marco António Costa candidato a Gaia

Menezes dá a entender que quer Marco António Costa candidato a Gaia

O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, deu a entender que pretende ser sucedido na liderança daquela autarquia pelo atual secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa.

"Caro presidente do partido, se não for a bem, lá para daqui a um ano, eu tenho muito receio que a gente se zangue, porque eu quero vir aqui roubar-lhe um secretário de Estado que necessito para essa causa", afirmou Menezes, dirigindo-se a Passos Coelho, sem nunca explicitar totalmente estar a referir-se a Marco António Costa, seu ex-vice-presidente em Gaia.

Menezes falava perante o Congresso do PSD, em Lisboa, dos autarcas sociais-democratas que atingirão a limitação de mandatos, como é o seu caso em Gaia, e do seu empenho em travar esse "combate" para que quem vem a seguir a si fazer ainda "melhor".

"A Câmara de Gaia, a terceira maior do país, garanto-vos, vai continuar a ser social-democrata, porque eu vou fazer o que os outros presidentes de câmara vão fazer, ajudar o partido a escolher o melhor e não ter um umbigo deste tamanho e a preocupação que depois de nós venha quem faça melhor que nós", disse.

"Eu quero que depois de nós venha quem faça melhor que eu, eu quero que depois de mim venha um vitorioso, eu quero que depois de mim, o partido ainda se erga mais alto e tenha vitorias mais bem conseguida", declarou.

Menezes recordou que tal já aconteceu quando Marco António Costa o sucedeu na liderança da distrital do Porto, e aumentou o número de autarquias lideradas pelos sociais-democratas.

Na sua intervenção, Luís Filipe Menezes fez o elogio do Governo, apelidando Miguel Relvas de "'bulldozer' do Governo", e fazendo referências elogiosas ao ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e ao ministro das Obras Públicas, Álvaro Santos Pereira, que "merece consideração, estima e suporte entusiástico".

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"Em relação à coligação, a presença do líder do CDS aqui ontem penso que diz tudo. A coligação está bem, vai de boa saúde, os ministros do CDS têm desempenhado igualmente de forma meritória o seu papel", afirmou.

"Ainda não vi até hoje, como vi muitas vezes no passado, uma pequena notícia de jornal de uma pequena dissidência, de um problema entre um secretário de Estado e um ministro de partidos diferentes. Significa que temos uma coligação sólida, que virá até ao fim e de uma forma consistente, sob a batuta do nosso primeiro-ministro", acrescentou.

Menezes enalteceu ainda o papel do Presidente da República, Cavaco Silva, - "um património permanente" do partido - mas foi a referência aos autarcas do partido que mais aplausos arrancou da sala.

O autarca de Gaia e antigo presidente do PSD prometeu ainda "falar do passado até que a voz doa", para não deixar esquecer o "descalabro" socialista.

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