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Miguel Albuquerque diz que PSD-M "viveu momento histórico"

Miguel Albuquerque diz que PSD-M "viveu momento histórico"

O presidente da câmara do Funchal, Miguel Albuquerque, que foi derrotado nas eleições diretas do PSD-Madeira por Alberto João Jardim, com uma diferença de 124 votos, considerou que o partido viveu sexta-feira um "momento histórico".

"Hoje é um dia histórico para o nosso partido e para a Madeira. Os militantes do PSD votaram de forma livre pela primeira vez, numa candidatura alternativa, atribuindo uma expressiva e massiva votação de 49 por cento dos votos expressos", disse Miguel Albuquerque, após ser conhecido o resultado deste ato eleitoral na região.

Alberto João Jardim, que pela primeira vez teve de defrontar um adversário na corrida à liderança em mais de três décadas, foi hoje reeleito com 53 por cento dos votos, dos mais de 3.000 militantes sociais-democratas madeirenses que exerceram o seu direito, tendo Miguel Albuquerque conseguido surpreender nestas diretas, pois venceu em nove das 10 freguesias do Funchal, num total de 22 das 54 freguesias da região e em quatro concelhos.

"Está quebrado assim o falso unanimismo que desde há uns anos estava a estagnar a prática do nosso partido no seu pensamento, na sua postura, nas suas ações políticas", declarou Miguel Albuquerque.

O também presidemte da Câmara do Funchal, acrescentou que este resultado eleitoral vem demonstrar que "em democracia não é possível condicionar a liberdade de cada um e que um partido liderante e personalista como o PSD deve ser, deve ter capacidade e humildade de ouvir os militantes, os cidadãos e as forças vivas da sociedade".

Considerou que "o que se passou na campanha interna foi lamentável", porque se verificou uma "desproporcionalidade chocantemente gritante nos meios utilizados", fazendo votos que "não se repita nos próximos atos eleitorais dentro do partido".

Miguel Albuquerque garantiu que "a liderança eleita poderá contar com a colaboração crítica e construtiva" dos elementos da candidatura derrotada.

"Perdemos pela reduzida margem votos, tivemos uma votação expressiva de 49 por cento e isto deve ter um significado político muito importante para o partido e para a atual liderança", argumentou o dirigente.

Apesar deste resultado, Albuquerque afirmou: "Não desisto, nem os meus companheiros, de ter dentro do enquadramento partidário aquilo que é dever fundamental dos militantes, que é exercer o direito de juízo e crítica construtiva".

"Não vou deixar de ter voz ativa na causa pública e na política partidária", disse, destacando que os elementos da sua candidatura "não têm que pedir perdão por terem exercido um direito previsto nos estatutos", pois "não cometeram qualquer ato de rebeldia, exerceram um direito que está consagrado nos estatutos".

Depois destas eleições, Albuquerque sublinhou que "o partido só está partido em dois se a atual liderança não tiver capacidade de unir", acrescentando que deve ser uma liderança "inclusiva e não sectária".

Concluiu, dizendo que "todos são necessários para a construção de um PSD mais forte, reformista e dinâmico".

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