Emprego

Miguel Relvas diz que desemprego "tira o sono" ao Governo

Miguel Relvas diz que desemprego "tira o sono" ao Governo

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, afirmou, este domingo, que o desemprego é aquilo que verdadeiramente "tira o sono" ao Governo, e manteve as críticas feitas ao secretário-geral do PS, António José Seguro.

"Estão todos os dias nas nossas preocupações e nós não arranjamos desculpas, ao contrário de outros. Se há circunstancia que nos tira o sono verdadeiramente, são os números alarmantes do desemprego", afirmou Miguel Relvas aos jornalistas à entrada para o Congresso do PSD.

Confrontado com as críticas do PS, expressas num comunicado divulgado no sábado, Miguel Relvas disse manter o que tinha afirmado acerca do líder socialista, António José Seguro, numa entrevista à RTP.

"António José Seguro disse que o doutor Pedro Passos Coelho revela ser o primeiro-ministro mais insensível de Portugal e eu disse que, durante seis anos, ele primeiro foi presidente da comissão de Educação, depois foi presidente da comissão de Economia, e não lhe conheço nenhuma divergência de fundo com o engenheiro Sócrates e do Governo do engenheiro José Sócrates que levou Portugal quase à bancarrota", disse.

"Eu perguntei, afinal, quem era insensível? Factos, e aos factos eu mantenho a mesma posição", questionou.

João Ribeiro, do Secretariado Nacional do PS, afirmou no sábado em comunicado que não ser "tolerável" que o ministro Miguel Relvas ataque o líder dos socialistas numa altura de problemas para muitos portugueses.

"Com mais de um milhão de portugueses à procura de emprego, com milhares de portuguesas e portugueses a adiar consultas médicas por não terem dinheiro para transporte ou taxas, com tantos idosos a racionarem medicamentos, não é tolerável que o porta-voz do governo PSD-CDS se dedique a jogar com as palavras e a atacar o líder do PS", afirmou.

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O líder do PS, António José Seguro, tinha antes acusado Passos Coelho de ser o primeiro-ministro "com menor sensibilidade social" da "história democrática" com a falta de "palavras" no discurso de Passos para os "desempregados, jovens e agricultores em dificuldades".

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