Política

Miguel Relvas vai ao Parlamento explicar caso das secretas

Miguel Relvas vai ao Parlamento explicar caso das secretas

O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, deve ser ouvido, terça-feira, no Parlamento sobre as "secretas", na sequência de um pedido de audição do BE que o próprio quis que se realizasse com urgência.

O presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Fernando Negrão, disse que, quando foi conhecido o requerimento do Bloco de Esquerda para que Miguel Relvas fosse ouvido nesta comissão, o próprio ministro o contactou de imediato "a dizer que queria ser ouvido com a maior urgência".

O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, "em princípio, vai ser ouvido na próxima terça-feira, às 10 horas", adiantou Fernando Negrão.

Na base do pedido de audição do BE está a notícia do "Público" sobre as "secretas", segundo a qual o ex-diretor do Sistema de Informações Estratégicas e de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, "algum tempo depois das eleições legislativas de 2011", quando era já quadro da empresa Ongoing, "enviou, por correio eletrónico, ao ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, um relatório detalhado com um plano para reformar os serviços de informação".

De acordo com o "Público", nesse plano Silva Carvalho propunha para diretores do Serviço de Informações de Segurança (SIS) e do SIED "funcionários da sua confiança" e também apontava "os nomes daqueles que não deveriam assumir cargos dirigentes".

Numa resposta escrita ao "Público", Miguel Relvas afirmou: "Sobre este caso em particular não tenho ideia de ter recebido qualquer informação particular e disso não resultou qualquer interação da minha parte". O ministro nega também ter acompanhado "direta ou indiretamente as matérias sobre os serviços de informação".

Segundo a deputada bloquista Cecília Honório, estas afirmações de Miguel Relvas ao "Público" não coincidem com a resposta "perentória e taxativa" que gabinete do primeiro-ministro enviou por escrito a uma pergunta do BE, em fevereiro, comunicando que o Governo "não só não tinha sido solicitado nenhum plano como não tinha recebido nada".

"Queremos ouvir o senhor ministro-adjunto, Miguel Relvas, porque ele hoje acabou por não confirmar aquelas que são as palavras escritas do Governo, ou seja, não se recorda, já não se lembra se há plano se não há plano, se recebeu um plano ou se não recebeu um plano", justificou Cecília Honório.

A deputada do BE acrescentou: "É preciso avaliar estas responsabilidades, estas declarações contraditórias. O ministro-adjunto hoje contradiz as afirmações oriundas do gabinete do primeiro-ministro e por isso queremos apurar todas as responsabilidades. Alguém está a faltar à verdade".

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