OE2012

Militares lamentam Orçamento que põe em causa as Forças Armadas

Militares lamentam Orçamento que põe em causa as Forças Armadas

Dirigentes das associações que representam os militares assistiram, esta quarta-feira, ao debate da votação final global do Orçamento do Estado nas galerias do Parlamento, lamentando a aprovação de medidas que "põem em causa" o funcionamento das Forças Armadas.

"Quisemos vir à casa mãe da democracia para mostrarmos que estamos atentos e a acompanhar a par e passo estas questões e que estamos muito preocupados com o que os senhores deputados decidem aqui em relação ao futuro de Portugal e das Forças Armadas", disse à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Sargentos, Lima Coelho, que assistiu ao plenário com os dirigentes da Associação dos Oficiais das Forças Armadas (AOFA), Pereira Cracel, e da Associação de Praças, Luís Pires.

Segundo Lima Coelho, estiveram nas galerias do Parlamento 18 dirigentes destas associações (seis de cada), além de mais alguns militares que estavam espalhados por outras galerias, sem saber especificar um número. Todos os militares estavam vestidos à civil.

Vigília em Belém

Depois desta presença no Parlamento, as associações promovem esta tarde, a partir das 18.00 horas, numa vigília em frente da residência oficial do presidente da República, Cavaco Silva, que é também o comandante supremo das Forças Armadas.

O objectivo é pedir a Cavaco Silva "que tome uma posição clara relativamente a este Orçamento do Estado", não promulgando o documento ou que "pelo menos suscite a sua constitucionalidade", disse Lima Coelho, acrescentando que "o que está aqui em causa é a desarticulação das Forças Armadas, a descaracterização da própria instituição militar".

"O presidente da República não se pode lembrar só das Forças Armadas em momentos de cerimónias ou momentos mais solenes. Tem de se lembrar das Forças Armadas no dia adia e em relação à sua capacidade de desenvolverem a sua missão de servir o povo português", afirmou Lima Coelho.

As associações socioprofissionais que representam os militares contestam medidas de austeridade que os afetam, dizendo que estão a ser equiparados a meros funcionários públicos, apesar de terem obrigações que não são pedidas a nenhum outro grupo profissional.

As mesmas associações convocaram uma manifestação para o passado dia 12 de Novembro que, asseguram, reuniu cerca de 10 mil militares em Lisboa que protestaram contra estas medidas de austeridade.

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