Política

Ministro condena "tentativa de linchamento público" de Franquelim Alves

Ministro condena "tentativa de linchamento público" de Franquelim Alves

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirmou, esta quarta-feira, que Franquelim Alves sempre mostrou dedicação "à causa pública" e condenou a "tentativa de linchamento público" do novo secretário de Estado do Empreendedorismo.

"Em 43 anos de perfil profissional, Franquelim Alves foi sempre considerado pelas pessoas para quem trabalhou, quer como secretário de Estado num Governo anterior, quer no IGCP, quer à frente do Compete, mostrou uma dedicação muito grande à causa pública. Nesses 43 anos a questão da idoneidade e credibilidade não foi posta em causa", afirmou Santos Pereira.

O ministro da Economia e do Emprego, que está a ser ouvido na comissão de Segurança Social e Trabalho, respondia a uma questão colocada pelo deputado socialista Nuno Sá sobre a "transparência" da nomeação de Franquelim Alves para o cargo de secretário de Estado do Empreendedorismo.

"Acho absolutamente lamentável que tenha havido uma tentativa de linchamento público de Franquelim Alves quando ele foi uma pessoa que desvendou a fraude do BPN. Se há coisa que abomino é a fraude e a corrupção", sublinhou Santos Pereira.

A comissão de Economia, que reúne igualmente esta quarta-feira de manhã, deverá chumbar um requerimento do BE para que Álvaro Santos Pereira fosse àquela comissão esclarecer a nomeação do antigo administrador da Sociedade Lusa de Negócios, já que PSD e CDS-PP anunciaram que votariam contra.

O agendamento potestativo da ida de Álvaro Santos Pereira ao Parlamento não está excluído por parte do BE, mas só será decidido se o ministro da Economia não prestar esclarecimentos sobre a nomeação de Franquelim Alves quando o Bloco o questionar sobre essa matéria na comissão parlamentar de Segurança Social e Trabalho.

A coordenadora do BE Catarina Martins defendeu, na terça-feira, que "os portugueses têm de saber como é que o Governo pode ter um elemento que faz parte do maior crime financeiro que foi cometido em Portugal e que continua a custar milhares de milhões de euros aos portugueses, a quem estão a ser impostos tantos sacrifícios".

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