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Ministro desconhece objeções do CDS à nomeação de secretário de Estado

Ministro desconhece objeções do CDS à nomeação de secretário de Estado

O ministro Álvaro Santos Pereira disse este domingo que não houve objeções do CDS à nomeação de Franquelim Alves para o Governo, desafiando "quem se mostre indignado" com a escolha a assumi-lo publicamente.

"Quem, obviamente, se mostre indignado que diga publicamente. Eu acho que isso é óbvio que tem de acontecer", declarou Santos Pereira aos jornalistas, este domingo à tarde, em Coimbra.

Na edição deste domingo, o "Diário de Notícias" (DN) publicou uma notícia com o título "CDS 'incrédulo' com nomeação de Franquelim", o que levou o coordenador do Bloco de Esquerda, João Semedo, a sugerir ao partido de Paulo Portas que saia do Governo, já que está "escandalizado" com a nomeação do antigo administrador da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e do Banco Português Negócios (BPN) para secretário de Estado.

"Como é que uma figura que esteve no centro do processo BPN - um caso de polícia, a grande polémica do regime que explica em muito o estado a que o país chegou, que subtraiu dinheiro a depositantes e a acionistas - seja escolhido para integrar o elenco do Governo (...)", questiona uma fonte da direção do CDS, citada pelo DN.

Questionado pelos jornalistas, Álvaro Santos Pereira afirmou: "Eu, sinceramente, não vi ninguém do CDS" a contestar, no seio da coligação governamental, a indigitação de Franquelim Alves para o cargo de secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação.

"É uma fonte", desvalorizou o ministro da Economia e do Emprego, numa alusão ao facto de a fonte da direção do CDS citada DN ser anónima, não tendo o parceiro do PSD no Governo assumido qualquer discordância com a nomeação, nem no seio da coligação, nem em público.

Santos Pereira expressou hoje "total confiança" no secretário de Estado Franquelim Alves, rejeitando as diversas "insinuações e suspeitas" lançadas contra o antigo administrador da SLN-BPN.

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"O mais importante, neste momento, é salvaguardar o bom nome das pessoas", defendeu, ao frisar que o novo secretário de Estado, um dos sete a quem o presidente da República, Cavaco Silva, deu posse na quinta-feira, "não é arguido, nem é alvo de nenhuma investigação".

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