OE2012

Ministro garante que condições dos empréstimos da 'troika' "não são gravosas"

Ministro garante que condições dos empréstimos da 'troika' "não são gravosas"

A taxa média dos empréstimos concedidos a Portugal no âmbito do programa de assistência da 'troika' é de 4,3%, e as condições deste crédito "não são gravosas" para o país, afirmou o ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

"É claro e cristalino que as condições de financiamento não são gravosas para Portugal", disse Vítor Gaspar durante o debate final da proposta de Orçamento do Estado para 2012 (OE2012), que foi aprovada, esta quarta-feira. "Gravosa é a trajectória insustentável que tornou inevitável o pedido de assistência internacional."

O ministro das Finanças disse ainda que estas condições são melhores que as obtidas por Portugal nos mercados durante a última década, afirmando que a taxa de juro média para as obrigações portuguesas no período entre 2000 e 2009 foi 4,5%.

Portugal deverá pagar um total de 34400 milhões de euros em juros à 'troika' Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu.

Partidos da oposição, nomeadamente o PCP e o Bloco de Esquerda, têm criticado a dimensão deste montante. Ainda hoje na Assembleia da República os deputados Francisco Lopes (PCP) e Francisco Louçã (BE) referiram-se aos "juros usurários" cobrados pela 'troika'.

O ministro das Finanças assegura contudo que a taxa do empréstimo é benéfica para Portugal, e que o programa de assistência "revela a confiança dos parceiros internacionais na capacidade dos portugueses para honrar os seus compromissos".

"Não podemos desiludir essa confiança", afirmou Gaspar.

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