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Ministro reconhece que processo político em curso condiciona o país

Ministro reconhece que processo político em curso condiciona o país

O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Marques Guedes, refutou, esta quinta-feira, a ideia de que o Governo está em "gestão corrente", reconhecendo, contudo, que o processo político em curso condiciona o país e todos os seus órgãos de soberania.

"Refuto por completo a ideia de que o Governo se encontra numa perspetiva de gestão corrente, mas, obviamente, não quero com isto ignorar o processo político que se está a desenrolar à margem do Governo, mas que é um processo político que obviamente condiciona, acima de tudo o país, e ao condicionar o país condiciona necessariamente todos os seus órgãos de soberania e também o Governo", afirmou Marques Guedes.

"Não estou a dizer que uma coisa afasta a outra, estou é a dizer que a conclusão de que o Governo se encontra em gestão corrente não é um facto e as decisões de hoje do Conselho de Ministros mostram absolutamente o contrário", declarou.

O ministro falava na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros, em que, segundo Marques Guedes, foram tomadas "medidas de grande alcance" na área ambiental ou dos transportes e telecomunicações.

"O Governo está na plenitude das suas funções e continua a governar, a tratar e a resolver os assuntos que são necessários não apenas no curto prazo, mas medidas como a avaliação de impacto ambiental que vai muito para além de questões de curto prazo", sublinhou.

Segundo Marques Guedes, "há medidas, como há sempre no Conselho de Ministro, que tem que ver com resoluções de natureza mais administrativa, que têm que ver com o funcionamento dos hospitais ou a gestão e classificação de entidades públicas e empresárias, mas isso faz parte daquilo que é o trabalho normal do Governo".

O ministro foi questionado diversas vezes acerca das negociações entre PSD, CDS-PP e PS para o "compromisso salvação nacional" pedido pelo Presidente da República, Cavaco Silva, mas reiterou sempre que essas negociações decorrem entre delegações partidárias.

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Marques Guedes reiterou que os membros do Governo envolvidos nas reuniões fazem-no na qualidade de militantes dos partidos, tendo nomeado a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, e o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moeda.

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