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Moção de confiança ao Governo aprovada pela maioria PSD/CDS-PP

Moção de confiança ao Governo aprovada pela maioria PSD/CDS-PP

A maioria parlamentar constituída pelos deputados do PSD e do CDS-PP aprovou, esta terça-feira, uma moção de confiança ao Governo, que contou com os votos contra de PS, PCP, BE e "Os Verdes". Nas galerias, algumas pessoas do público puseram narizes de palhaço em protesto contra a aprovação.

No final da votação, em que participaram 224 dos 230 deputados eleitos, o Governo foi aplaudido de pé pela bancada social-democrata e democrata-cristã.

No texto aprovado o Governo expressa um "compromisso firme pela estabilidade política nesta segunda parte da legislatura" e por "um Governo sólido e coeso".

"Cumpridos cerca de dois terços do caminho traçado pelo programa, é com confiança e um renovado espírito de compromisso que o Governo solicita à Assembleia da República um voto de confiança para levar por diante, com determinação, o encerramento do programa de assistência e projetar um novo ciclo, sustentado, de desenvolvimento e crescimento", lê-se na moção.

Narizes vermelhos em protesto

Várias dezenas de pessoas colocaram narizes vermelhos de palhaço e levantaram-se nas galerias da Assembleia da República, após a maioria ter aprovado a moção de confiança ao Governo, em sessão plenária.

O protesto ocorreu no momento em que as bancadas parlamentares de PSD e CDS-PP aplaudiam de pé o resultado da votação, favorável ao executivo liderado por Passos Coelho.

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Sem qualquer intervenção por parte da presidente da Assembleia da República, de pronto os agentes policias no local ordenaram a saída aos manifestantes, entre os quais estava o cantor um dos rostos do movimento "Que se lixe a "troika'!", Carlos Mendes.

Esta segunda sessão legislativa, que termina quarta-feira, tem sido marcada por diversas formas de protesto contra o Governo, tendo sido a mais inusitada o lançamento de uma sandália para o hemiciclo, aquando da rejeição da moção de censura apresentada pelos "Verdes", na passada semana.

Uma semana antes, elementos da Frente Comum da Função Pública tinham gritado "demissão, já!" e atirado balões e papéis.

"Grândola, Vila Morena" foi outra das ações encetadas em vários momentos, designadamente em atos públicos de membros do Governo e, por duas vezes no Parlamento, em maio e em junho.

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