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"Não há alternativas" ao ajustamento, mas "pode-se sempre afinar o rumo"

"Não há alternativas" ao ajustamento, mas "pode-se sempre afinar o rumo"

O secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, defendeu, esta sexta-feira, que "não há alternativas viáveis" ao programa de ajustamento português, que tem de ser "trilhado" para Portugal conseguir retomar uma situação financeira "equilibrada".

"Sabemos que se pode sempre afinar o rumo, que há sempre melhorias possíveis, mas sabemos também que não há alternativas viáveis ao ajustamento pelo qual estamos a passar", disse Carlos Moedas, em Beja, na cerimónia do dia do Instituto Politécnico da cidade, que celebra 33 anos.

Segundo o governante, "estamos a viver tempos difíceis" e "estamos todos conscientes que o caminho tem sacrifícios e incertezas, mas tem de ser trilhado para que Portugal consiga retomar uma situação equilibrada, com contas em ordem, com a casa arrumada, com as necessárias reformas na nossa economia".

"Agora que estamos a meio caminho, temos que saber resistir à tentação de voltar para trás, dando a perder o que já foi alcançado", sublinhou.

Na sua intervenção, para uma plateia constituída sobretudo por académicos e alunos do Instituto Politécnico de Beja, Carlos Moedas mostrou-se convicto de que o ensino politécnico pode dar "um importante contributo para que Portugal saia da crise".

Os institutos politécnicos, por terem base regional e vocação pedagógica, conseguem responder de forma "mais direta, rápida e eficaz" às necessidades das comunidades e empresas, "tem um lugar central na criação de uma economia mais equilibrada e mais amiga das empresas que geram crescimento e emprego", defendeu.

"Como todas as pessoas e instituições portuguesas, também os institutos politécnicos, e o Ensino Superior em geral, sofrem de uma forma muito direta o peso da crise económica", disse Carlos Moedas, referindo que "são múltiplos os desafios orçamentais".

No entanto, frisou, "os institutos politécnicos, pelos serviços que prestam, serão sempre parte da solução e não do problema, contribuindo para que Portugal saia da crise de forma rápida e com melhores capacidades para competir".

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