Política

Não há meios para identificar edifícios com amianto

Não há meios para identificar edifícios com amianto

O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, disse, esta terça-feira, no Parlamento, que não tem meios para identificar os edifícios públicos com amianto.

"Neste momento, não tenho meios para fazer essa listagem, talvez mais tarde, com o próximo quadro comunitário de apoio, quem sabe". Foi com esta frase que Miguel Relvas disse, e repetiu, que o Governo não fará tão cedo a identificação dos edifícios públicos com amianto.

A questão foi levantada na comissão parlamentar de Ambiente e Poder Local pela deputada dos Verdes Heloísa Apolónia, que lembrou que a decorre da lei a obrigatoriedade dessa listagem ser elaborada pelo Grupo de Traballhos para os Assuntos do Território, sob a dependência do ministro Miguel Relvas.

Perante a resposta do ministro, também a deputada Helena Pinto, do BE, se mostrou indignada com a "insensibilidade" de Relvas, que voltou a afirmar que não dispõe de verbas para executar a lei.

"Não tenho meios, não posso inventar o que não tenho", insistiu o governante, depois de ter ouvido Heloísa Apolónia sublinhar as consequências para a saúde pública da existência de amianto nos edifícios, em particular nos que apresentam algum estado de degradação. A deputada recordou que os efeitos da inalação de partículas de amianto na incidência de doenças cancerígenas são equivalentes aos do urânio.

A competência para a elaboração da listagem passou da secretaria de Estado do Ambiente para a tutela de Miguel Relvas.

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