Política

Nomeação de Franquelim Alves foi "infeliz", considera a UGT

Nomeação de Franquelim Alves foi "infeliz", considera a UGT

O secretário-geral da UGT reconhece que a nomeação do ex-administrador da SLN/BPN Franquelim Alves para o Governo foi "infeliz", mas lembra que este apenas esteve ligado à reestruturação do BPN e nunca foi acusada de "qualquer ato ilícito".

"A pessoa não foi acusada de qualquer ato ilícito, há que ter presente isso, mas as pessoas estão muitos traumatizadas pelos milhares de milhões que estão a custar ao bolso dos contribuintes o caso BPN e qualquer ligação ao BPN acaba por ser infeliz", disse João Proença aos jornalistas à entrada de uma reunião de Concertação Social.

Para o líder da UGT, a nomeação de Franquelim Alves é uma "questão de confiança do Governo, mais do que tudo", mas considera ainda assim que o Executivo "deveria ter mais cuidado" nas nomeações.

"Foi um secretário de Estado que aparentemente foi para o BPN depois da SLN ter sido separada do BPN e do banco ter sido nacionalizado (...) e esteve poucos meses no processo de reestruturação", disse.

Questionado igualmente à entrada da reunião sobre a polémica em torno da nomeação de Franquelim Alves, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, apenas disse: "os amigos são para as ocasiões".

A nomeação de Franquelim Alves para secretário de Estado suscitou polémica nos últimos dias e foi criticada por toda a oposição.

A reunião desta segunda-feira do Governo com os parceiros sociais de preparação do Conselho Europeu dos próximos dia 7 e 8 de fevereiro subordinado ao tema do quadro financeiro plurianual conta com a presença dos ministros da Segurança Social, Pedro mota Soares e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.

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A reunião marca ainda a "estreia" do novo secretário de Estado do Emprego, Pedro Roque, na Concertação Social.

Sobre esta nomeação, o líder da CGTP, Arménio Carlos, diz que irá confrontar Pedro Roque sobre "problemas concretos" e exigir também "respostas concretas", nomeadamente nas questões do aumento do Salário Mínimo Nacional, da necessidade de se revogar a resolução que condiciona a publicação portarias de extensão e de dinamizar a contratação coletiva, atualmente fragilizada.

Já João Proença, da UGT, lembrou que tinha "uma opinião muito negativa do anterior secretário de Estado [Pedro Martins]".

"O novo secretário de Estado é uma pessoa que conhece bem os parceiros sociais. E é preciso não esquecer que a aérea do emprego é uma área privilegiada do diálogo social, não faz sentido não haver esforços de concertação que melhor se adaptem aos trabalhadores e as empresas", disse.

Pedro Roque desempenhava antes da entrada no executivo funções de líder dos TSD e foi secretário-geral adjunto da UGT, responsável pelos pelouros da saúde, educação e segurança social, entre 2009 e 2011.

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