Política

Nomeações para a EDP demonstram apropriação pelas clientelas do Governo, diz Seguro

Nomeações para a EDP demonstram apropriação pelas clientelas do Governo, diz Seguro

António José Seguro mostrou-se "muito surpreendido" com os nomes adiantados para o Conselho de Supervisão da EDP considerando que são uma "demonstração" da "apropriação por parte das clientelas dos partidos do Governo " de cargos públicos.

Seguro referia-se à promessa feira durante a campanha eleitoral pelo agora primeiro-ministro de "por um travão" a este tipo de nomeações.

"Considero que isto é mais uma demonstração daquilo que é a apropriação por parte das clientelas dos partidos do Governo em relação a áreas importantes da nossa economia, onde o Estado ainda tem participação mas também do próprio aparelho do Estado", afirmou o líder socialista.

António José Seguro afirmou ter ficado "muito surpreendido" com as escolhas para ocupar o conselho de Supervisão da EDP e, realçando que não fazia "nenhuma referência a nomes", apontou como "facto" ser "evidente" a "identificação" dos nomes vindos a público com os "dois partidos do Governo".

Eduardo Catroga, Celeste Cardona, Paulo Teixeira Pinto, Rocha Vieira, Braga de Macedo e Ilídio Pinho são alguns dos nomes propostos à Assembleia Geral de Accionistas para integrar o Conselho de Supervisão da EDP.

Para o secretário-geral do PS, "houve um processo de privatização da EDP que aparentemente está associado a um processo de contrapartidas que passa pela governamentalização e partidarização deste conselho da EDP".

Para António José Seguro, "é um mau sinal".

O secretário-geral socialista afirmou ainda que "é necessário pôr um travão" neste tipo de "situação" e "sobretudo olhar para o sinal que se dá aos portugueses com indicações e nomeações desta natureza".

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