Política

Novas medidas criam instabilidade na polícia e comprometem segurança

Novas medidas criam instabilidade na polícia e comprometem segurança

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) considerou que as novas medidas de austeridade propostas pelo Governo "vão criar instabilidade" na corporação, "comprometendo a segurança" dos cidadãos.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou hoje, numa declaração ao país, um novo pacote de medidas de austeridade, com que pretende reduzir a despesa pública, que inclui o aumento da idade da pré-reforma dos militares e das forças de segurança, dos 55 para os 58 anos.

O pacote engloba também o aumento das contribuições para os subsistemas de saúde, incluindo os das forças de segurança.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ASPP/PSP, Paulo Rodrigues, sustentou que as medidas propostas "vão criar instabilidade" na polícia, "comprometendo a sua capacidade de resposta, a segurança dos portugueses".

O dirigente sindical invocou que o aumento da idade de pré-aposentação contribui para o "envelhecimento gradual dos agentes", numa instituição, que, argumentou, se "quer dinâmica".

Paulo Rodrigues apontou que "o aumento dos encargos para o subsistema de assistência na doença vai reduzir o curto vencimento dos polícias".

A ASPP/PSP considera que, face ao novo pacote de medidas proposto, "estão legitimadas" quaisquer ações da polícia em defesa dos seus direitos.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou hoje um pacote de medidas para poupança de 4,8 mil milhões de euros, nas despesas do Estado, até 2015, que inclui o aumento do horário de trabalho da função pública das 35 para as 40 horas, a redução de 30 mil funcionários públicos e o aumento da idade da reforma dos 65 para os 66 anos.

O Governo pretende também criar uma contribuição sobre as pensões e aumentar as contribuições para os subsistemas de saúde dos trabalhadores do Estado (nomeadamente a ADSE) em 0,75 pontos percentuais, já este ano, e 0,25, no início de 2014.

Passos Coelho anunciou ainda que o Governo pretende limitar a permanência no sistema de mobilidade especial a 18 meses, e eliminar os regimes de bonificação de tempo de serviço, para efeitos de acesso à reforma.

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