Política

Nuno Melo: "Não me choca nada que o FMI venha ajudar a cortar na despesa"

Nuno Melo: "Não me choca nada que o FMI venha ajudar a cortar na despesa"

O eurodeputado do CDS Nuno Melo manifestou esta sexta-feira que não o choca o facto de técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) estarem em Portugal para ajudar o Governo a selecionar as áreas em que vai ter de cortar para reduzir a despesa pública.

Nuno Melo abriu esta noite a Universidade da Juventude Popular que decorre em Vila Real até domingo e que, entre outras coisas, vai debater a importância das políticas sociais em tempos de crise, como ressuscitar a economia portuguesa e o futuro da Europa.

Instado pelos jornalistas a comentar a presença de especialistas do FMI em Portugal para ajudar o Governo a preparar a reforma do Estado, o eurodeputado realçou que o país "está condicionado na sua soberania, pelo menos do ponto de vista financeiro" e, como tal, assumiu: "Termos cá técnicos do FMI, ou do que quer que seja, não me choca nada nem considero que seja crime de lesa pátria". Nuno Melo afiançou que está apenas interessado em que "todas as pessoas que tenham contributos válidos para dar ajudem Portugal a sair desta situação tão difícil".

PUB

O dirigente do CDS sublinhou ainda que só vê vantagens na presença de peritos no país, até porque recentemente o FMI reconheceu que cada euro das medidas de austeridade "não tem um impacto de 50 cêntimos no Produto Interno Bruto (PIB), mas sim de uma variação que pode ir de 90 cêntimos a 1,70 euros".

Ora, se pelo menos o FMI reconhece um erro nessa previsão, que é decisiva, "só há vantagem em que todos os técnicos estudem aquilo que está a ser aplicado e as suas consequências", porque, destacou, "a primeira garantia para os credores de que vão receber o dinheiro que emprestaram é a solvabilidade dos Estados intervencionados".

Sobre os receios da esquerda de que venham aí cortes no Estado Social, Nuno Melo afirmou que "nenhum dos partidos do arco da governabilidade (PS, PSD e CDS) vê vantagens no corte do Estado Social". No entanto, acentuou que "a primeira das garantias para a sua manutenção é assegurar a sua sustentabilidade". E para que tal aconteça "é preciso pagar a dívida, que é um legado socialista, e evitar que Portugal vá à falência".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG